O erro "fofinho"dos pais que prejudica a inteligência da criança

Falar “fofinho” demais empobrece a linguagem e reduz o potencial de inteligênciada criança

Pais podem ser amorosos, presentes e cheios de boas intenções, mas ainda assim falharem em um ponto decisivo do desenvolvimento infantil: a qualidade da linguagem que oferece ao filho.

Publicado na revista Developmental Cognitive Neuroscience este ano (2026), a pesquisa mostra que, na pré-escola, o cérebro da criança está amadurecendo conexões ligadas à aquisição da gramática. Nessa fase, cada conversa, história e frase ouvida ajuda a fornecer os padrões que o cérebro usa para transformar sons em regras.

O achado coloca uma verdade incômoda no centro da discussão: não basta falar com carinho. É preciso falar bem. Quando adultos repetem de modo constante palavras infantilizadas, frases deformadas e erros gramaticais, podem estar empobrecendo justamente o material que a criança usa para construir a própria linguagem. O tom doce não corrige a falta de estrutura. Afeto importa, mas o cérebro infantil também precisa de frases completas, vocabulário variado e exemplos corretos da língua em uso.

Interpretação prática:
"O tom doce não corrige a falta de estrutura. Afeto importa, mas o cérebro infantil também precisa de frases completas, vocabulário variado e exemplos corretos da língua em uso para alcançar níveis melhores de inteligência."

A pesquisa foi conduzida por Cheslie C. Klein, Philipp Berger, Charlotte Grosse Wiesmann e Angela D. Friederici, com crianças de 3 a 5 anos. Os autores analisaram duas amostras independentes, uma com 90 participantes e outra com 30, para investigar como a capacidade de aplicar regras gramaticais se relaciona com a maturação das vias cerebrais da linguagem. A habilidade gramatical foi medida por meio de uma tarefa de formação de plural de substantivos, usada como indicador do desenvolvimento morfossintático.

Os resultados mostram que, nas crianças de 4 e 5 anos, a aquisição gramatical apareceu associada à maturação de duas vias dorsais da linguagem. Uma delas se conecta à área BA44, associada em adultos aos processos sintáticos e à linguagem baseada em regras. A outra se conecta à BA6, ligada a processos fonológicos, isto é, à organização dos sons da fala. Nas crianças de 3 anos, esse padrão ainda não apareceu da mesma forma.

Maturação e Regras Abstratas no desenvolvimento da inteligência da criança

Isso sugere que, no começo, o cérebro infantil constrói a gramática usando uma rede mais ampla, ainda muito apoiada nos padrões sonoros da fala. Com o amadurecimento, a via conectada à BA44 tende a ganhar papel mais central, aproximando o funcionamento cerebral do padrão observado em adultos. Em termos simples: a criança primeiro capta padrões, sons e repetições; depois, aos poucos, transforma esse material em regras mais abstratas.

É aí que a fala dos pais entra com força. Se a criança está usando a linguagem que escuta para formar suas próprias regras internas, então a qualidade dessa linguagem importa. Conversar corretamente, ler em voz alta, contar histórias, nomear objetos, explicar ações e usar frases completas não são detalhes educativos bonitinhos. São estímulos linguísticos que ajudam o cérebro infantil a organizar a gramática.

Vias de Estímulo Impacto no Cérebro
Frases completas e corretas Maturação da via BA44 (Sintaxe)
Padrões sonoros e histórias Organização da rede fonológica (BA6)

A fala carinhosa não é o problema. O problema é substituir a linguagem real por uma versão permanentemente empobrecida dela. Dizer “vem cá, meu amor, vamos guardar os brinquedos” oferece muito mais ao cérebro da criança do que repetir “neném guadá binquedo”. A primeira frase mantém afeto e entrega estrutura. A segunda pode ser engraçada uma vez ou outra, mas, ao se tornar padrão, atrapalha o estabelecimento das regras gramaticais que vão nortear o desenvolvimento adulto.

Como o cérebro transforma sons em regras gramaticais

O estudo ajuda a explicar por que a fala ouvida pela criança pesa tanto nessa fase. Nos adultos, a linguagem baseada em regras depende principalmente de uma via dorsal conectada à BA44, área associada aos processos sintáticos.

Mas essa via amadurece relativamente tarde. Por isso, os pesquisadores quiseram entender se ela já sustenta a gramática nos primeiros anos da pré-escola ou se, antes disso, o cérebro infantil usa outros caminhos.

Para responder a essa pergunta, os autores analisaram crianças de 3 a 5 anos, em duas amostras independentes: uma com 90 participantes e outra com 30. Eles compararam a maturação das fibras da rede de linguagem com a capacidade das crianças de formar plurais de substantivos, usada como indicador do desenvolvimento morfossintático.

"O resultado mostrou uma diferença importante entre as idades. Nas crianças de 4 e 5 anos, a morfossintaxe apareceu relacionada a duas vias dorsais: uma conectada à BA44, ligada à sintaxe, e outra conectada à BA6, associada em adultos a processos fonológicos, isto é, à organização dos sons da fala."

Nas crianças de 3 anos, esse padrão ainda não apareceu da mesma forma. A conclusão dos autores é que, ao contrário dos adultos, crianças em idade pré-escolar parecem depender das duas vias dorsais para desenvolver a morfossintaxe.

Em termos simples: nessa fase, o cérebro ainda não apoia a gramática apenas na rota mais típica da linguagem adulta. Ele também usa circuitos ligados aos padrões sonoros da fala.

Isso sugere uma mudança gradual de estratégia. No começo, a criança aprende muito a partir dos sons, repetições e regularidades que escuta. Com o amadurecimento, a via conectada à BA44 ganha papel mais importante, e a gramática passa a se organizar de forma mais abstrata, baseada em regras.

Implicações Práticas

Na prática, a descoberta reforça uma orientação simples para pais e mães: a criança precisa ouvir linguagem rica e bem estruturada. Conversas reais, histórias lidas em voz alta, frases completas e correções naturais oferecem ao cérebro infantil os padrões que ele usa para transformar fala em regra.

Fase de Desenvolvimento Mecanismo Cerebral
Inicial (3 anos) Dependência de padrões sonoros e rede ampla.
Maturação (4-5 anos) Integração das vias dorsais (BA44 e BA6).

Quando o adulto substitui isso por uma fala permanentemente infantilizada e cheia de erros, reduz a qualidade do estímulo justamente no período em que ele mais importa.

Para a vida toda

O desenvolvimento correto das redes neurais ligadas à via BA44 não impacta apenas em uma compreensão correta das regras gramaticais. Vai muito além disso. Ele também interfere na capacidade humana de análise mais complexas e abstratas da realidade.

Desenvolver a gramática não significa apenas aprender a falar certo. Significa fortalecer uma das ferramentas que o cérebro usa para organizar o pensamento. Ao dominar estruturas gramaticais, a criança passa a lidar melhor com relações de causa, tempo, condição, comparação e consequência.

Isso amplia sua capacidade de interpretar situações, compreender instruções, explicar o que vê e construir raciocínios mais abstratos.

Ensinar uma criança a falar bem não é vaidade gramatical. É ajudá-la a construir o sistema mental com que ela vai organizar a realidade.

Se a criança desenvolve melhor a linguagem gramatical, ela também ganha uma ferramenta mental mais poderosa para organizar relações, causas, sequências, condições e diferenças.

Isso não quer dizer que BA44, sozinha, “gera lógica”. O cérebro não trabalha como repartição pública, com um funcionário carimbando “pensamento abstrato”. Mas a linguagem estruturada dá suporte a formas mais complexas de pensamento.

Há outros estudos que reforçam essa ligação entre linguagem e funções cognitivas. Pesquisas sobre crianças mostram associação entre habilidades morfossintáticas e funções executivas, como memória de trabalho, flexibilidade cognitiva e controle inibitório.

Em crianças com dificuldades de linguagem, também aparecem relações entre morfossintaxe e desempenho executivo, o que sustenta a ideia de que gramática e controle cognitivo caminham juntos em parte do desenvolvimento.

Não é falar difícil, é falar bem

Falar bem com uma criança não significa trocar carinho por formalidade; significa manter o afeto e a proximidade sem empobrecer a linguagem que ela utiliza para organizar seu sistema mental e compreender o mundo.

Não se trata de falar com uma criança como se ela estivesse defendendo uma tese diante de uma banca de doutorado, em que cada palavra deve ser pensada e cuidadosamente escolhida. A criança não precisa de formalidade, frases duras ou correções frias. Ela precisa de afeto, presença e linguagem viva.

O que muda é a qualidade da fala. O pai e a mãe podem, e devem, conversar com ternura, voz calma, paciência e carinho. Mas esse carinho não precisa vir acompanhado de palavras deformadas, frases quebradas ou erros repetidos como se fossem fofura.

É possível falar com amor e, ao mesmo tempo, oferecer à criança uma linguagem completa, correta e rica.

Em vez de empobrecer a fala para parecer mais próximo, o adulto pode acolher a criança com frases simples, mas bem construídas: “Você quer beber água?”, “O brinquedo caiu no chão”, “Vamos guardar os carrinhos juntos?”, “A menina ficou triste porque perdeu a bola”. São frases carinhosas, acessíveis e, ao mesmo tempo, cheias de estrutura.

O Equilíbrio entre Afeto e Estrutura

Esse é o equilíbrio: não falar difícil, mas falar bem. A criança precisa sentir amor, mas também precisa ouvir bons modelos de linguagem.

Enquanto recebe colo, atenção e cuidado, o cérebro infantil também está aprendendo como as palavras se organizam para explicar o mundo e processar a realidade de forma lógica.

Princípio Aplicação Prática
Qualidade da Fala Substituir erros de "fofura" por frases completas.
Linguagem Viva Utilizar vocabulário rico em contextos de afeto.

A fala correta oferece ao cérebro os padrões necessários para a maturação cognitiva, garantindo que a ternura do momento presente também se transforme em uma ferramenta intelectual para a vida toda.

Referências:

  • KLEIN, Cheslie C.; BERGER, Philipp; GROSSE WIESMANN, Charlotte; FRIEDERICI, Angela D. Grammar acquisition in preschool children is related to white matter maturation of the dorsal language network. Developmental Cognitive Neuroscience, v. 79, 2026, artigo 101715. DOI: 10.1016/j.dcn.2026.101715.

Outros Estudos

Nossos Livros

Cada livro aborda um tema importante para a criança, como dedicação, resiliência, alimentação, força de vontade…

Maria Lúcia era uma menina muito inteligente e sempre vencia as disputas com as amigas, até a chegada de Helena – uma exímia jogadora de xadrez, um jogo que ninguém da turma sabia jogar. 
Como Maria Lúcia vai conseguir manter a reputação?

Tiago estava todo atrapalhado e trocava as coisas que tinha de fazer. Era a escova de dente no lugar do pente, a geladeira em vez do chuveiro. Enorme confusão. Mas o que estava acontecendo com o jovem Tiago? Era preciso descobrir! E foi o que aconteceu quando um acidente aconteceu na vida dele.

Sofia estava irritada porque não conseguia fazer com que as amigas brincassem com ela. Ela pedia, chorava, reclamava e só se irritava. Então, ela vive uma experiência emocionante e mágica que a fará compreender como convencer as suas amigas sobre algo que ela considera importante e bom para todos. 

Marcelo quer ser um campeão em seu esporte preferido, mas fica nervoso, perde a confiança e não consegue vencer as provas de natação. O que ele pode fazer para melhorar o nervosismo? Ele até pensa em desistir, mas descobre como melhorar seu desempenho na água.

 

Três histórias reunidas que abordam diversos temas importantes para o desenvolvimento intelectual das crianças.

 

Fabiana Desapareceu:

Ela era uma linda garotinha que só pensava em brincar, até que algo deu errado e ela desapareceu. Foi um grande mistério em toda a cidade e só uma pessoa seria capaz de desvendar. Descubra os valores dessa história.

O Segredo de Paulo:

Paulo tinha um sonho, mas não conseguia realizá-lo. Até que um dia, ele encontrou com Fabiana, que lhe contou um grande segredo. A vida de Paulo mudou depois disso.

Mariana Queria Voar Um dia, quando passeava com seu avô, a pequena Mariana viu no céu algo que a encantou. Ela decidiu que iria ter um daqueles, mas ninguém acreditava nela, exceto um verdadeiro amigo. Emocione-se com esta história de amizade e perseverança.

Gabriel queria ser um bom jogador de futebol, mas não tinha a menor habilidade. Por que ele não conseguia ser bom no esporte? O que ele não estava sabendo fazer? Leia esta história e ensine as crianças os segredos para melhorar a habilidade em qualquer esporte que elas já praticam.

O que dizem nossos leitores

As histórias dos Livros da série Noites com letras são “interligadas”. Isso prendeu a atenção do meu filho deixando-o tão empolgado que não queria dormir pra ler mais historinhas. Gostamos demais!

Classificado como 5 de 5

“Meu filho adorou! E eu também!”

Classificado como 4.2 de 5

Uma leitura dinâmica que trabalha sutilmente a verdade com a paz, usando o argumento como benefício ao todo . Desperta para a compreensão e a empatia.

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Memória de Trabalho: Como alcançar a excelência na escrita

Introdução:
Na era digital de hoje, a capacidade de escrever bem é mais crucial do que nunca. No entanto, poucos se dão conta de que por trás de cada palavra bem escrita, há uma complexa interação de habilidades cognitivas. Uma das principais protagonistas é a memória de trabalho (MT). Neste artigo, mergulharemos na conexão entre a Memória de Trabalho e a escrita e revelaremos por que isso é vital para escritores e educadores.

A arte da escrita não é meramente uma habilidade linguística; ela é profundamente entrelaçada com os mecanismos internos do nosso cérebro, em especial, a memória de trabalho (MT). Se você já se pegou lutando para formular uma frase ou organizar seus pensamentos ao escrever, pode ter encontrado os limites de sua memória de trabalho em ação. Pesquisas recentes têm trazido à luz a imensa relevância da Memória de Trabalho no desempenho da escrita, especialmente em alunos aprendendo uma segunda língua.

De acordo com estudos detalhados, a Memória de Trabalho não é apenas um mero depósito para informações temporárias. Ela é um sistema dinâmico que permite que retenhamos e processemos informações simultaneamente. Isso é crucial para a escrita, pois os escritores constantemente acessam e manipulam ideias e conceitos para formular suas expressões de maneira coerente e articulada.

Mais ainda, pesquisas demonstraram que um desempenho eficiente na escrita, em especial na segunda língua, está intrinsicamente ligado à capacidade da Memória de Trabalho. Por exemplo, estudos revelaram que a precisão e complexidade da escrita estão fortemente correlacionadas com a capacidade da Memória de Trabalho. Em outras palavras, uma Memória de Trabalho robusta pode ser a chave para escrever com maior clareza e profundidade.

Então, por que isso é relevante para nós? Se quisermos melhorar a capacidade de escrita de nossos alunos, especialmente aqueles aprendendo uma segunda língua, precisamos ir além das simples lições de gramática e vocabulário. Precisamos também reconhecer e fortalecer a memória de trabalho dos alunos, pois ela é um pilar fundamental na jornada para se tornar um escritor competente. Compreender e valorizar a Memória de Trabalho é um passo essencial para desvendar o potencial completo de cada escritor.

Leia também:

Memória de Trabalho e Capacidade de Escrever

Relação entre Memória de Trabalho e Escrita

A Memória de Trabalho desempenha um papel crucial na escrita. Este sistema de memória de capacidade limitada é responsável por manter temporariamente algumas informações enquanto processa outras informações durante tarefas cognitivas.

Funções da Memória de Trabalho na Escrita

A Memória de Trabalho auxilia a escrita, mantendo informações, ideias e conceitos limitados. Como a escrita é um processo cognitivo que requer atenção controlada, a Memória de Trabalho permite que um escritor considere informações em partes de sentenças, vocal ou subvocalmente, e determine o que manter ao expressar a informação no texto escrito.

Estudos sobre Memória de Trabalho e L2 Escrita

Estudos mostraram que formas mais elevadas de escrita exigem que esses processos da Memória de Trabalho ocorram de forma eficiente. Existe evidência empírica sobre o efeito da Memória de Trabalho na aquisição da escrita em uma segunda língua (L2). Por exemplo, um estudo demonstrou que a capacidade da Memória de Trabalho estava fortemente relacionada ao desempenho da escrita L2 em termos de precisão e complexidade.

A Necessidade de Mais Pesquisas

Embora esses estudos estabeleçam que a Memória de Trabalho desempenha um papel significativo na escrita L2 entre estudantes universitários, pouco se sabe sobre o efeito da Memória de Trabalho na escrita L2 em crianças. Estudos futuros são necessários para determinar as relações entre Memória de Trabalho e escrita para aprendizes de língua inglesa (ELs) no nível do ensino fundamental.

Conclusão

Compreender a complexa interação entre Memória de Trabalho e a capacidade de escrever pode fornecer insights valiosos para educadores e alunos, oferecendo novas abordagens e técnicas para melhorar o desempenho da escrita.

Referência:

Hui Wang, Michael J. Orosco, Anqi Peng, Haiying Long, Deborah K. Reed, H. Lee Swanson,
The relation of bilingual cognitive skills to the second language writing performance of primary grade students,
Journal of Experimental Child Psychology,
Volume 238,
2024,
105776,
ISSN 0022-0965

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Maria Lúcia era uma menina muito inteligente e sempre vencia as disputas com as amigas, até a chegada de Helena – uma exímia jogadora de xadrez, um jogo que ninguém da turma sabia jogar. 
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Ela era uma linda garotinha que só pensava em brincar, até que algo deu errado e ela desapareceu. Foi um grande mistério em toda a cidade e só uma pessoa seria capaz de desvendar. Descubra os valores dessa história.

O Segredo de Paulo:

Paulo tinha um sonho, mas não conseguia realizá-lo. Até que um dia, ele encontrou com Fabiana, que lhe contou um grande segredo. A vida de Paulo mudou depois disso.

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Melhorando o Desempenho Cerebral: O Impacto de 12 Horas de Leitura Semanal

Ler por prazer na quietude do lar tem emergido como uma estratégia poderosa para potencializar o desempenho cerebral. Estudos recentes revelam que um número mágico – 12 horas semanais de leitura – pode ser o segredo.

Pesquisadores de renome das Universidades de Cambridge, Warwick e Fudan descobriram que dedicar 12 horas semanais à leitura, principalmente quando iniciada antes dos nove anos, catalisa melhorias expressivas no desempenho cerebral e também beneficia a saúde mental.

Ao explorar essa conexão, os cientistas avaliaram dados minuciosos de mais de 10.000 estudantes norte-americanos do estudo ABCD (Desenvolvimento Cognitivo do Cérebro Adolescente). Esta investigação abrangente, que engloba entrevistas clínicas, testes de desempenho cerebral, avaliações de comportamento e imagens do cérebro, lança luz sobre os profundos efeitos da leitura no cérebro.

Engajar-se na leitura vai além de simplesmente interpretar palavras. É uma jornada multidimensional que envolve e amplia diversas áreas responsáveis pelo desempenho cerebral. Decodificar palavras se entrelaça com a construção de significados, evocação de imagens, emoções e a transcendência para outros universos. Tal atividade aguça habilidades cognitivas, como atenção, memória de trabalho e raciocínio.

Os achados deste estudo indicam que aqueles que começaram a ler por prazer em idades mais tenras e mantiveram o ritmo de 12 horas por semana apresentaram elevações no desempenho cerebral, particularmente em zonas vitais. Além de potencializar habilidades cognitivas, isso reitera o papel fundamental da leitura no bem-estar mental.

A influência da idade no desempenho cerebral

No entanto, há um alerta: iniciar esse hábito de leitura até os nove anos é crucial. Depois deste período, os avanços no desempenho cerebral, devido à leitura, podem não ser tão acentuados.

Em um mundo cada vez mais digital, os livros podem ser negligenciados. Porém, este estudo reforça que mergulhar em histórias não é apenas um passatempo; é uma forma de aperfeiçoar a mente. É imperativo, agora mais do que nunca, promover e exaltar o incrível poder da leitura e seu impacto no desempenho cerebral.

Distraído Tiago

Thiago estava todo atrapalhado e trocava as coisas que tinha de fazer. Era a escova de dente no lugar do pente, a geladeira em vez do chuveiro. Enorme confusão. Mas o que estava acontecendo com o jovem Thiago? Era preciso descobrir! E foi o que aconteceu quando um acidente aconteceu na vida dele.

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Maria Lúcia vivia uma vida bem tranquila com suas amigas. Até que um dia uma menina chegou ao bairro e apresentou a elas o grande jogo de xadrez. E Maria Lúcia apesar de tentar não ganhava nenhuma partida. Ela ficou chateada com isso, até que um dia ela aprendeu o grande segredo dos bons jogadores.

Mais informações:

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Uma abordagem holística é essencial para garantir o desenvolvimento cognitivo

Além de fornecer um ambiente acolhedor e estimulante, é fundamental garantir uma nutrição adequada para promover o desenvolvimento cognitivo saudável. Uma dieta equilibrada, rica em nutrientes essenciais, contribui para a saúde do cérebro e fortalece as habilidades cognitivas.

Outro aspecto importante é a prática regular de exercícios físicos, que não só beneficia a saúde física, mas também o desempenho cognitivo. Os exercícios promovem a circulação sanguínea e a liberação de substâncias químicas benéficas ao cérebro, resultando em um pensamento mais claro e uma melhor função cognitiva.

Adicionalmente, garantir um sono adequado é crucial para o desenvolvimento cognitivo. Durante o sono, o cérebro consolida as informações aprendidas, fortalecendo a memória e a capacidade de aprendizado.

Ao adotar uma abordagem holística, considerando todos esses aspectos de forma integrada, podemos criar um ambiente propício ao desenvolvimento cognitivo saudável das crianças. Ao fornecer estímulos adequados, uma alimentação balanceada, incentivar a prática de exercícios físicos e garantir um sono de qualidade, estamos oferecendo às crianças as melhores oportunidades para alcançarem seu pleno potencial cognitivo e prosperarem em seu desenvolvimento.

Referências:

Fatores para o Desempenho Cognitivo Infantil

Os seis fatores que mais influenciam o desempenho cognitivo de uma criança:

  1. Nutrição adequada: Vários estudos demonstraram a relação entre nutrição adequada e melhor desempenho cognitivo. Por exemplo, um estudo publicado em 2013 no "American Journal of Clinical Nutrition" encontrou uma correlação significativa entre a ingestão de ferro e zinco e a melhora do desempenho cognitivo em crianças.
  2. Estimulação cognitiva: Uma exposição adequada a estímulos cognitivos durante a infância é crucial para o desenvolvimento do cérebro. O estudo de Hart e Risley (1995) sobre a diferença de palavras (word gap) demonstrou que crianças expostas a mais palavras e conversas durante os primeiros anos de vida apresentam melhor desempenho acadêmico mais tarde.
  3. Ambiente familiar estável: Crianças que crescem em ambientes familiares estáveis e apoiadores tendem a ter melhor desempenho cognitivo. Um estudo longitudinal publicado na "Child Development" mostrou que a estabilidade familiar na infância tem efeitos positivos duradouros sobre o desenvolvimento cognitivo.
  4. Educação de alta qualidade: O acesso a uma educação de alta qualidade tem um impacto significativo no desenvolvimento cognitivo da criança. A pesquisa de Heckman (2006) sugere que programas de intervenção educacional precoce podem ter efeitos positivos duradouros sobre a aprendizagem e a realização acadêmica.
  5. Exercício físico regular: Exercício físico regular tem sido associado a uma melhor função cognitiva em crianças. Um estudo publicado no "Journal of Pediatric Psychology" sugeriu que o exercício físico regular melhora a função cognitiva e os resultados acadêmicos em crianças.
  6. Sono adequado: O sono adequado é fundamental para o desenvolvimento e o funcionamento cognitivo das crianças. Um estudo no "Sleep Medicine Reviews" mostrou que a falta de sono em crianças está associada a problemas de comportamento e a um desempenho cognitivo mais fraco.

Todos esses fatores contribuem para o desempenho cognitivo de uma criança e destacam a importância de uma abordagem holística para a educação e o desenvolvimento da infância. Cada criança é única, e uma variedade de fatores, incluindo genética, ambiente, nutrição, sono e educação, desempenham um papel no seu desenvolvimento cognitivo.

    1. Best C, Neufingerl N, van Geel L, van den Briel T, Osendarp S. The nutritional status of school-aged children: why should we care? Food Nutr Bull. 2010 Sep;31(3):400-17. Este estudo relacionou a ingestão adequada de ferro e zinco à melhora do desempenho cognitivo em crianças.

    2. Hart, B., & Risley, T. R. (1995). Meaningful differences in the everyday experience of young American children. Paul H Brookes Publishing. Este estudo encontrou que crianças expostas a mais palavras e conversas durante os primeiros anos de vida têm um melhor desempenho acadêmico.

    3. Vandivere, S., Hair, E. C., Theokas, C., Cleveland, K., McNamara, M., & Atienza, A. (2006). How Housing Affects Child Well-Being. Funders’ Network for Smart Growth and Livable Communities. Este estudo mostrou que a estabilidade familiar na infância tem efeitos positivos duradouros sobre o desenvolvimento cognitivo.

    4. Heckman, J. J. (2006). Skill formation and the economics of investing in disadvantaged children. Science, 312(5782), 1900-1902. Esta pesquisa sugere que programas de intervenção educacional precoce podem ter efeitos positivos duradouros na aprendizagem e realização acadêmica.

    5. Hillman, C. H., Pontifex, M. B., Raine, L. B., Castelli, D. M., Hall, E. E., & Kramer, A. F. (2011). The effect of acute treadmill walking on cognitive control and academic achievement in preadolescent children. Neuroscience, 159(3), 1044-1054. Este estudo sugeriu que o exercício físico regular melhora a função cognitiva e os resultados acadêmicos em crianças.

    6. Astill, R. G., Van der Heijden, K. B., Van Ijzendoorn, M. H., & Van Someren, E. J. (2012). Sleep, cognition, and behavioral problems in school-age children: a century of research meta-analyzed. Sleep medicine reviews, 16(4), 298-317. Este estudo mostrou que a falta de sono em crianças está associada a problemas comportamentais e a um desempenho cognitivo mais fraco.

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Sofia estava irritada porque não conseguia fazer com que as amigas brincassem com ela. Ela pedia, chorava, reclamava e só se irritava. Então, ela vive uma experiência emocionante e mágica que a fará compreender como convencer as suas amigas sobre algo que ela considera importante e bom para todos. 

Marcelo quer ser um campeão em seu esporte preferido, mas fica nervoso, perde a confiança e não consegue vencer as provas de natação. O que ele pode fazer para melhorar o nervosismo? Ele até pensa em desistir, mas descobre como melhorar seu desempenho na água.

 

Três histórias reunidas que abordam diversos temas importantes para o desenvolvimento intelectual das crianças.

 

Fabiana Desapareceu:

Ela era uma linda garotinha que só pensava em brincar, até que algo deu errado e ela desapareceu. Foi um grande mistério em toda a cidade e só uma pessoa seria capaz de desvendar. Descubra os valores dessa história.

O Segredo de Paulo:

Paulo tinha um sonho, mas não conseguia realizá-lo. Até que um dia, ele encontrou com Fabiana, que lhe contou um grande segredo. A vida de Paulo mudou depois disso.

Mariana Queria Voar Um dia, quando passeava com seu avô, a pequena Mariana viu no céu algo que a encantou. Ela decidiu que iria ter um daqueles, mas ninguém acreditava nela, exceto um verdadeiro amigo. Emocione-se com esta história de amizade e perseverança.

Gabriel queria ser um bom jogador de futebol, mas não tinha a menor habilidade. Por que ele não conseguia ser bom no esporte? O que ele não estava sabendo fazer? Leia esta história e ensine as crianças os segredos para melhorar a habilidade em qualquer esporte que elas já praticam.

O que dizem nossos leitores

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Uma leitura dinâmica que trabalha sutilmente a verdade com a paz, usando o argumento como benefício ao todo . Desperta para a compreensão e a empatia.

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6 fatores mais importantes para o desempenho cognitivo das crianças

Leia também:

Promover o desenvolvimento cognitivo infantil é um objetivo fundamental para pais, educadores e cuidadores. Para atingir esse objetivo, é necessário adotar uma abordagem abrangente, levando em consideração diversos aspectos que influenciam o desenvolvimento cognitivo das crianças.

O desenvolvimento cognitivo refere-se ao processo pelo qual uma pessoa adquire e aprimora suas habilidades cognitivas ao longo do tempo. Essas habilidades incluem o pensamento, a percepção, a memória, a linguagem, a resolução de problemas e o raciocínio. À medida que as crianças crescem, elas experimentam avanços significativos nesse desenvolvimento, começando a compreender o mundo ao seu redor, adquirir conhecimentos e desenvolver habilidades de pensamento abstrato.

Esse processo de desenvolvimento cognitivo é influenciado por fatores genéticos e ambientais, além de experiências, estímulos e interações sociais. É um aspecto essencial do crescimento e aprendizado ao longo da vida, desempenhando um papel fundamental na capacidade de resolver problemas, tomar decisões e compreender o mundo complexo em que vivemos.

 

Uma abordagem holística é essencial para garantir o desenvolvimento cognitivo

Além de fornecer um ambiente acolhedor e estimulante, é fundamental garantir uma nutrição adequada para promover o desenvolvimento cognitivo saudável. Uma dieta equilibrada, rica em nutrientes essenciais, contribui para a saúde do cérebro e fortalece as habilidades cognitivas.

Outro aspecto importante é a prática regular de exercícios físicos, que não só beneficia a saúde física, mas também o desempenho cognitivo. Os exercícios promovem a circulação sanguínea e a liberação de substâncias químicas benéficas ao cérebro, resultando em um pensamento mais claro e uma melhor função cognitiva.

Adicionalmente, garantir um sono adequado é crucial para o desenvolvimento cognitivo. Durante o sono, o cérebro consolida as informações aprendidas, fortalecendo a memória e a capacidade de aprendizado.

Ao adotar uma abordagem holística, considerando todos esses aspectos de forma integrada, podemos criar um ambiente propício ao desenvolvimento cognitivo saudável das crianças. Ao fornecer estímulos adequados, uma alimentação balanceada, incentivar a prática de exercícios físicos e garantir um sono de qualidade, estamos oferecendo às crianças as melhores oportunidades para alcançarem seu pleno potencial cognitivo e prosperarem em seu desenvolvimento.

Referências:

Fatores para o Desempenho Cognitivo Infantil

Os seis fatores que mais influenciam o desempenho cognitivo de uma criança:

  1. Nutrição adequada: Vários estudos demonstraram a relação entre nutrição adequada e melhor desempenho cognitivo. Por exemplo, um estudo publicado em 2013 no "American Journal of Clinical Nutrition" encontrou uma correlação significativa entre a ingestão de ferro e zinco e a melhora do desempenho cognitivo em crianças.
  2. Estimulação cognitiva: Uma exposição adequada a estímulos cognitivos durante a infância é crucial para o desenvolvimento do cérebro. O estudo de Hart e Risley (1995) sobre a diferença de palavras (word gap) demonstrou que crianças expostas a mais palavras e conversas durante os primeiros anos de vida apresentam melhor desempenho acadêmico mais tarde.
  3. Ambiente familiar estável: Crianças que crescem em ambientes familiares estáveis e apoiadores tendem a ter melhor desempenho cognitivo. Um estudo longitudinal publicado na "Child Development" mostrou que a estabilidade familiar na infância tem efeitos positivos duradouros sobre o desenvolvimento cognitivo.
  4. Educação de alta qualidade: O acesso a uma educação de alta qualidade tem um impacto significativo no desenvolvimento cognitivo da criança. A pesquisa de Heckman (2006) sugere que programas de intervenção educacional precoce podem ter efeitos positivos duradouros sobre a aprendizagem e a realização acadêmica.
  5. Exercício físico regular: Exercício físico regular tem sido associado a uma melhor função cognitiva em crianças. Um estudo publicado no "Journal of Pediatric Psychology" sugeriu que o exercício físico regular melhora a função cognitiva e os resultados acadêmicos em crianças.
  6. Sono adequado: O sono adequado é fundamental para o desenvolvimento e o funcionamento cognitivo das crianças. Um estudo no "Sleep Medicine Reviews" mostrou que a falta de sono em crianças está associada a problemas de comportamento e a um desempenho cognitivo mais fraco.

Todos esses fatores contribuem para o desempenho cognitivo de uma criança e destacam a importância de uma abordagem holística para a educação e o desenvolvimento da infância. Cada criança é única, e uma variedade de fatores, incluindo genética, ambiente, nutrição, sono e educação, desempenham um papel no seu desenvolvimento cognitivo.

    1. Best C, Neufingerl N, van Geel L, van den Briel T, Osendarp S. The nutritional status of school-aged children: why should we care? Food Nutr Bull. 2010 Sep;31(3):400-17. Este estudo relacionou a ingestão adequada de ferro e zinco à melhora do desempenho cognitivo em crianças.

    2. Hart, B., & Risley, T. R. (1995). Meaningful differences in the everyday experience of young American children. Paul H Brookes Publishing. Este estudo encontrou que crianças expostas a mais palavras e conversas durante os primeiros anos de vida têm um melhor desempenho acadêmico.

    3. Vandivere, S., Hair, E. C., Theokas, C., Cleveland, K., McNamara, M., & Atienza, A. (2006). How Housing Affects Child Well-Being. Funders’ Network for Smart Growth and Livable Communities. Este estudo mostrou que a estabilidade familiar na infância tem efeitos positivos duradouros sobre o desenvolvimento cognitivo.

    4. Heckman, J. J. (2006). Skill formation and the economics of investing in disadvantaged children. Science, 312(5782), 1900-1902. Esta pesquisa sugere que programas de intervenção educacional precoce podem ter efeitos positivos duradouros na aprendizagem e realização acadêmica.

    5. Hillman, C. H., Pontifex, M. B., Raine, L. B., Castelli, D. M., Hall, E. E., & Kramer, A. F. (2011). The effect of acute treadmill walking on cognitive control and academic achievement in preadolescent children. Neuroscience, 159(3), 1044-1054. Este estudo sugeriu que o exercício físico regular melhora a função cognitiva e os resultados acadêmicos em crianças.

    6. Astill, R. G., Van der Heijden, K. B., Van Ijzendoorn, M. H., & Van Someren, E. J. (2012). Sleep, cognition, and behavioral problems in school-age children: a century of research meta-analyzed. Sleep medicine reviews, 16(4), 298-317. Este estudo mostrou que a falta de sono em crianças está associada a problemas comportamentais e a um desempenho cognitivo mais fraco.

Outros Estudos

Nossos Livros

Cada livro aborda um tema importante para a criança, como dedicação, resiliência, alimentação, força de vontade…

Maria Lúcia era uma menina muito inteligente e sempre vencia as disputas com as amigas, até a chegada de Helena – uma exímia jogadora de xadrez, um jogo que ninguém da turma sabia jogar. 
Como Maria Lúcia vai conseguir manter a reputação?

Tiago estava todo atrapalhado e trocava as coisas que tinha de fazer. Era a escova de dente no lugar do pente, a geladeira em vez do chuveiro. Enorme confusão. Mas o que estava acontecendo com o jovem Tiago? Era preciso descobrir! E foi o que aconteceu quando um acidente aconteceu na vida dele.

Sofia estava irritada porque não conseguia fazer com que as amigas brincassem com ela. Ela pedia, chorava, reclamava e só se irritava. Então, ela vive uma experiência emocionante e mágica que a fará compreender como convencer as suas amigas sobre algo que ela considera importante e bom para todos. 

Marcelo quer ser um campeão em seu esporte preferido, mas fica nervoso, perde a confiança e não consegue vencer as provas de natação. O que ele pode fazer para melhorar o nervosismo? Ele até pensa em desistir, mas descobre como melhorar seu desempenho na água.

 

Três histórias reunidas que abordam diversos temas importantes para o desenvolvimento intelectual das crianças.

 

Fabiana Desapareceu:

Ela era uma linda garotinha que só pensava em brincar, até que algo deu errado e ela desapareceu. Foi um grande mistério em toda a cidade e só uma pessoa seria capaz de desvendar. Descubra os valores dessa história.

O Segredo de Paulo:

Paulo tinha um sonho, mas não conseguia realizá-lo. Até que um dia, ele encontrou com Fabiana, que lhe contou um grande segredo. A vida de Paulo mudou depois disso.

Mariana Queria Voar Um dia, quando passeava com seu avô, a pequena Mariana viu no céu algo que a encantou. Ela decidiu que iria ter um daqueles, mas ninguém acreditava nela, exceto um verdadeiro amigo. Emocione-se com esta história de amizade e perseverança.

Gabriel queria ser um bom jogador de futebol, mas não tinha a menor habilidade. Por que ele não conseguia ser bom no esporte? O que ele não estava sabendo fazer? Leia esta história e ensine as crianças os segredos para melhorar a habilidade em qualquer esporte que elas já praticam.

O que dizem nossos leitores

As histórias dos Livros da série Noites com letras são “interligadas”. Isso prendeu a atenção do meu filho deixando-o tão empolgado que não queria dormir pra ler mais historinhas. Gostamos demais!

Classificado como 5 de 5

“Meu filho adorou! E eu também!”

Classificado como 4.2 de 5

Uma leitura dinâmica que trabalha sutilmente a verdade com a paz, usando o argumento como benefício ao todo . Desperta para a compreensão e a empatia.

Classificado como 5 de 5

letras Noites com

Como a memória procedural atua para desenvolver habilidades

Sabe aquela habilidade que algumas pessoas possuem que, de tão boas, até levam a crer tratar-se de um dom. Bem, na verdade, ela é resultado da memória procedural, um dos vários tipos de memórias que os seres humanos possuem.

A memória procedural está associada à resposta motora, ao modo como o indivíduo vai agir ou reagir a um desafio que exige certos movimentos coordenados, como é o caso ao andar de bicicleta, tocar violino, jogar futebol.

Quando diante de tal situação, o cérebro aciona as regiões que recuperam o movimento a ser realizado em cada uma das pedaladas, em cada repetição de movimento ou a cada leitura de uma partitura.

No início, este procedimento é consciente e mal executado. Mas, à medida que vai sendo repetido, ele se torna inconsciente e a habilidade aumenta significativamente. Este é um processo gerenciado pela memória procedural. Para recuperar a habilidade, ela busca as informações sobre o movimento e conecta-as com os impulsos do córtex motor, que coordena as ações humanas.

Veja como podemos melhorar o processo, ou seja, melhorar a habilidade da criança ao executar determinado esporte ou atividade física, como natação, voleibol, basquete, futebol. Uma estratégia que se mostra eficiente é estimular os neurônios-espelho (que são neurônios especializados em copiar movimentos) e fazer com que as crianças possam ter um referencial de qualidade ao executar o movimento exigido.

Nós ensinamos como as crianças podem fazer isso em dois livros: De Perna de Pau a Perna de Craque, que mostra como a própria criança pode contribuir para aprimorar as suas habilidades, e O Nadador Veloz, que também explica o processo e aborda como resgatar ativamente este conhecimento.

Leia também:

O que é memória procedural?

A memória procedural é um tipo de memória que está relacionada ao aprendizado e armazenamento de habilidades motoras e procedimentos. É uma forma de memória não declarativa, ou seja, não é conscientemente acessada e expressa verbalmente. Em vez disso, a memória procedural está envolvida em atividades automatizadas e habilidades adquiridas através da prática e repetição.

Essa forma de memória está presente em diversas atividades do nosso cotidiano, como andar de bicicleta, tocar um instrumento musical, dirigir um carro ou digitar no teclado. Uma vez que uma habilidade é aprendida e consolidada na memória procedural, ela pode ser executada de forma quase automática, sem a necessidade de pensar conscientemente nos passos específicos envolvidos.

A memória procedural é armazenada principalmente em áreas cerebrais relacionadas aos movimentos e coordenação motora, como o cerebelo e os gânglios da base. Essas estruturas ajudam a automatizar os padrões motores e a executar as sequências de ações de forma eficiente.

É importante destacar que a memória procedural é diferenciada de outras formas de memória, como a memória episódica (memória de eventos pessoais) e a memória semântica (memória de fatos e conceitos). Cada tipo de memória desempenha um papel importante em nossas experiências e habilidades cognitivas.

O que são neurônios-espelho

Os neurônios-espelho são um tipo especial de neurônio que desempenham um papel fundamental na compreensão e imitação de ações observadas em outras pessoas. Esses neurônios foram descobertos inicialmente em macacos, especificamente no córtex premotor, uma região do cérebro envolvida no planejamento e na execução de movimentos.

A característica distintiva dos neurônios-espelho é que eles são ativados tanto quando um indivíduo realiza uma determinada ação quanto quando ele observa outra pessoa realizando a mesma ação. Esses neurônios funcionam como um mecanismo de espelhamento, refletindo as ações observadas em termos de representação neural.

A existência dos neurônios-espelho sugere que nosso cérebro possui um sistema especializado para entender e imitar as ações dos outros. Essa capacidade de “espelhar” as ações observadas é considerada crucial para processos como empatia, compreensão de intenções e aprendizado social.

Além de desempenhar um papel na imitação de movimentos, os neurônios-espelho também foram implicados em outros processos cognitivos, como a compreensão de expressões faciais e a decodificação de emoções. Eles são considerados elementos fundamentais na formação de circuitos neuronais relacionados à cognição social.

Embora a pesquisa sobre neurônios-espelho ainda esteja em andamento, o conhecimento atual sugere que esses neurônios desempenham um papel crucial na nossa capacidade de interação social e na compreensão dos outros.

Outros Estudos

Nossos Livros

Cada livro aborda um tema importante para a criança, como dedicação, resiliência, alimentação, força de vontade…

Maria Lúcia era uma menina muito inteligente e sempre vencia as disputas com as amigas, até a chegada de Helena – uma exímia jogadora de xadrez, um jogo que ninguém da turma sabia jogar. 
Como Maria Lúcia vai conseguir manter a reputação?

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Fabiana Desapareceu:

Ela era uma linda garotinha que só pensava em brincar, até que algo deu errado e ela desapareceu. Foi um grande mistério em toda a cidade e só uma pessoa seria capaz de desvendar. Descubra os valores dessa história.

O Segredo de Paulo:

Paulo tinha um sonho, mas não conseguia realizá-lo. Até que um dia, ele encontrou com Fabiana, que lhe contou um grande segredo. A vida de Paulo mudou depois disso.

Mariana Queria Voar Um dia, quando passeava com seu avô, a pequena Mariana viu no céu algo que a encantou. Ela decidiu que iria ter um daqueles, mas ninguém acreditava nela, exceto um verdadeiro amigo. Emocione-se com esta história de amizade e perseverança.

Gabriel queria ser um bom jogador de futebol, mas não tinha a menor habilidade. Por que ele não conseguia ser bom no esporte? O que ele não estava sabendo fazer? Leia esta história e ensine as crianças os segredos para melhorar a habilidade em qualquer esporte que elas já praticam.

O que dizem nossos leitores

As histórias dos Livros da série Noites com letras são “interligadas”. Isso prendeu a atenção do meu filho deixando-o tão empolgado que não queria dormir pra ler mais historinhas. Gostamos demais!

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Uma leitura dinâmica que trabalha sutilmente a verdade com a paz, usando o argumento como benefício ao todo . Desperta para a compreensão e a empatia.

Classificado como 5 de 5

letras Noites com

Ao estimular uma criança a conhecer os fonemas de forma divertida, também se estimula o desenvolvimento da habilidade de leitura, que, por sua vez, exerce forte papel na consolidação do autoconhecimento e autoestima.

A habilidade de leitura de uma criança em Língua Portuguesa requer a ativação das regiões posteriores do cérebro, que atuam na identificação das formas das letras e na decodificação fonológica dos sons.

Quando uma criança é estimulada a reconhecer os fonemas de forma leve e divertida, ela passa a desenvolver as bases cognitivas que serão utilizadas para a obtenção da linguagem falada e, depois, no letramento e habilidade de leitura.

Brincar com os sons dos fonemas é tipo de estímulo amplia a consciência fonológica ao mesmo tempo em que estimula o desenvolvimento das redes neurais que a levarão a reconhecer mais rapidamente as sílabas.

Esse processo é fundamental para o desenvolvimento da linguagem falada e cria os fundamentos para o aprendizado da leitura (Radka Wildová e Jana Kropáčková, 2015).

Além disso, segundo Wildová, quando a criança ingressa no aprendizado da linguagem falada, a motivação para descobrir a si mesma e a personalidade da criança também são, paralelamente, desenvolvidas. Ou seja, ao se divertir com a exposição a fonemas, estará a criança também criando as bases para o desenvolvimento pessoal.

É o que também afirma outro estudo, desta vez desenvolvido a partir da análise do comportamenro de crianças brasileiras.

Compreender e ler com desenvoltura podem promover a autopercepção da criança, o que a concederá níveis mais elevados de confiança no próprio desempenho e superação de desafios (BELUCE, Andrea Carvalho et al, 2018).

Então, sim, vale muito a pena estimular a criança a reconhecer fonemas e grafias como forma de preparar o caminho para a linguagem falada e habilidade em leitura, mas sempre de um modo divertido e estimulante.

Referências:

Radka Wildová, Jana Kropáčková, Early Childhood Pre-reading Literacy Development,

Procedia – Social and Behavioral Sciences, Volume 191, 2015 avaliable from <https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1877042815026786> access on  10  Nov  2020. BELUCE, Andrea Carvalho et al . Reading Comprehension and Self-Perceived School Performance in Elementary School. Psico-USF,  Campinas ,  v. 23, n. 4, p. 597-607,  Dec.  2018 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-82712018000400002&lng=en&nrm=iso>. access on  10  Nov  2020. 

Nós temos duas publicações que abordam o desenvolvimento de habilidades, veja:

capa De Perna de Pau a Perna de Craque

De Perna de Pau a Perna de Craque

Temas abordados:

Como Aprimorar Habilidades;
Como Estimular a Memória Procedural;
Novas Formas de Enfrentar Desafios;
Amizade;
Superar limites
.

capa do livro O Nadador Veloz

O Nadador Veloz

Temas abordados:

Como Aprimorar Habilidade;

Como Estimular a Memória Procedural;
Controle Emocional;

Amizade;
Alimentação;
Disciplina.

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O último pico de desenvolvimento do encéfalo humano se dá por volta dos 15 anos. É nesta idade em que, biologicamente, a solidificação da massa cortical passa a se intensificar, reduzindo, desta maneira, a plasticidade do tecido.

Isso significa que o indivíduo passa a estar mais preparado para compreender temas mais complexos e estabelecer as representações corticais ideais do ambiente em que vive o indivíduo – aspectos importantes para a definição do comportamento.

Esta transição é vantajosa para o indivíduo porque permite a consolidação e retenção sequenciais de novas e complexas funções motoras e cognitivas, além de um aprofundamento da percepção de mundo (Cisneros-Franco et al., 2020).

Por outro lado, esta mutação do tecido encefálico também significa menor capacidade de promover novas conexões sinápticas. Ou seja, as estruturas existentes aos 15 anos tornam-se uma espécie de padrão para o comportamento adulto.

As redes neurais responsáveis pelas transmissões das informações de uma região para outra do encéfalo passarão a estar menos disponíveis para revisões futuras.

Portanto, se a experiência do indivíduo até aquela idade significou alguma anormalidade de comportamento, tal consolidação do tecido pode levar à perpetuação do comportamento na vida adulta.

Por isso é fundamental que até esta idade a criança experimente o maior nível possível de carinho, proteção, atenção e amor, além de estímulos contínuos para o desenvolvimento da cognição, para que, com isso, tenha uma base cognitiva melhor capacitada para compreender as relações da existência humana, como o afeto, empatia, resiliência etc.

Nossa proposta com o Noites com Letras é oferecer parte deste apoio para que pais e mães possam ter, durante a jornada, apoio em literatura que promova a compreensão de determinados aspectos e comportamento (Buchweitz, 2016). Nossa literatura é voltada para a criança. Numa linguagem lúdica e embasada por achados científicos de instituições sérias, levamos ao mundo infantil informações que promovam o desenvolvimento de habilidades motoras, sensoriais e sociais – já que a informação é processo essencial para o desenvolvimento do comportamento humano.  

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