Seu filho não está apenas vendo vídeos inocentes de animais, ele está sendo treinado para desistir

Durante anos fizemos a pergunta errada: quanto tempo uma criança pode ficar diante de uma tela? A melhor pergunta é: o que está consumindo enquanto está diante da tela?

É uma pergunta pobre.

Uma criança pode passar duas horas usando um tablet para desenhar, estudar matemática ou construir alguma coisa. Pode passar as mesmas duas deslizando o dedo por duzentos vídeos escolhidos por um algoritmo que aprende, segundo a segundo, o que consegue impedir que ela vá embora.

Nos dois casos há uma tela.

Neurocognitivamente, são experiências completamente diferentes.

O problema não é simplesmente o celular. Também não é apenas o conteúdo.

O problema é o treinamento repetido de um cérebro ainda em desenvolvimento para procurar novidade constante, recompensa imediata e mudança incessante de foco.

E foi nisso que a indústria da atenção se tornou extraordinariamente competente.

O TikTok ajudou a transformar esse modelo em fenômeno mundial: vídeos muito curtos, consumo vertical, quase nenhuma fricção entre um estímulo e outro e um algoritmo capaz de aprender rapidamente aquilo que retém cada usuário. Instagram respondeu com Reels. YouTube, com Shorts.

A competição deixou de ser simplesmente por audiência.

Passou a ser pela próxima fração de segundo da sua atenção.

O cérebro aprende aquilo que pratica

Essa frase deveria estar escrita em letras enormes na porta de todo quarto infantil.

Se uma criança pratica leitura, aprende progressivamente a permanecer concentrada numa narrativa que demora para entregar recompensa.

Se pratica música, aprende a repetir, errar, corrigir e postergar satisfação.

Se monta alguma coisa, desenha ou resolve um problema, aprende a sustentar uma representação mental enquanto trabalha sobre ela.

Mas existe outro treinamento possível.

Estímulo.

Desliza.

Estímulo novo.

Desliza.

Outro rosto.

Outra música.

Outra piada.

Outro choque.

Outra recompensa.

Desliza novamente.

É aqui que está o ponto central.

O cérebro infantil não precisa sofrer uma lesão visível para que exista um problema cognitivo. Ele precisa apenas aprender um padrão ruim de funcionamento.

Imagine uma criança que, centenas de vezes por dia, pratica a seguinte sequência: algo começa, perde a graça, ela abandona; surge algo novo, prende por alguns segundos, perde a graça, ela abandona novamente.

Repita isso milhares de vezes por semana.

O que exatamente está sendo treinado?

Não é perseverança.

Não é atenção sustentada.

Não é tolerância à frustração.

Não é a capacidade de permanecer numa tarefa quando a recompensa demora.

O que está sendo praticado é outra coisa: a resposta imediata à novidade e a desistência rápida diante da queda de estímulo.

Esse detalhe muda tudo.

Porque estudar funciona quase ao contrário.

Um livro não troca de assunto porque você ficou entediado.

Uma equação não percebe que perdeu sua atenção e oferece outra mais engraçada.

Um professor não muda de voz, música e cenário a cada oito segundos.

Aprender exige permanecer.

Exige atravessar períodos em que a recompensa ainda não chegou.

Exige suportar confusão, repetição, monotonia e esforço.

E é exatamente aí que a arquitetura dos vídeos curtos pode entrar em conflito com o tipo de comportamento cognitivo que a escola, a leitura e o estudo exigem.

O problema, portanto, não é imaginar que TikTok, Reels ou Shorts estejam literalmente queimando neurônios.

Isso seria uma caricatura conveniente.

O problema é mais plausível e mais preocupante:

um cérebro em desenvolvimento pode estar sendo treinado, repetidamente, para esperar que o mundo se comporte como um feed.

Algo me interessa imediatamente.

Se não interessa, eu deslizo.

Se demora, eu abandono.

Se exige esforço, procuro outra coisa.

Se fica monótono, mudo.

Se não recompensa agora, não vale a pena.

Esse padrão, repetido milhares de vezes, pode tornar tarefas cognitivamente lentas cada vez menos atraentes.

E então chegamos à pergunta realmente importante:

que tipo de atenção estamos treinando todos os dias?

Uma meta-análise publicada recentemente, reunindo 71 estudos e mais de 98 mil participantes, encontrou associação entre maior uso de vídeos curtos e pior desempenho cognitivo, particularmente em atenção e controle inibitório. Os próprios pesquisadores ressaltam que associação não demonstra automaticamente causalidade, mas o padrão já é suficientemente consistente para merecer atenção séria. (pubmed.ncbi.nlm.nih.gov)

Outra revisão sistemática de 2026, voltada a adolescentes e jovens, encontrou que atenção e autocontrole aparecem entre os domínios cognitivos mais frequentemente associados ao uso problemático de vídeos curtos, além de resultados envolvendo memória de trabalho, tomada de decisão e engajamento cognitivo. (tandfonline.com)

Uma revisão ainda mais recente sobre jovens encontrou associações entre consumo intenso e desestruturado de vídeos curtos e maiores níveis de desatenção e impulsividade, além de menor memória de trabalho e autorregulação. Há, porém, uma advertência fundamental: a maior parte dos estudos disponíveis ainda é transversal. Portanto, sabemos muito mais sobre associação do que sobre causalidade de longo prazo. (pubmed.ncbi.nlm.nih.gov)

Isso não enfraquece a discussão.

A torna cientificamente mais interessante.

A verdadeira mercadoria é sua atenção

TikTok, Reels e Shorts não são bibliotecas digitais inocentes nas quais alguém resolveu colocar vídeos pequenos.

São produtos construídos dentro de uma economia específica.

Você não paga necessariamente pelo conteúdo.

Você paga permanecendo ali.

Quanto mais tempo permanece, mais dados produz, mais publicidade pode receber e maior se torna o valor econômico da plataforma.

Daí surgem recursos que parecem banais, mas possuem enorme importância comportamental: autoplay, rolagem infinita, notificações, personalização algorítmica e ausência deliberada de pontos naturais de parada.

A Academia Americana de Pediatria, em sua atualização de 2026 sobre ecossistemas digitais, passou justamente a enfatizar esse aspecto. Segundo a entidade, ambientes digitais orientados prioritariamente para engajamento e comercialização podem estimular uso prolongado e deslocar atividades essenciais como sono, movimento, leitura e brincadeira. O documento cita especificamente rolagem infinita, autoplay e algoritmos personalizados entre características capazes de prolongar o engajamento. (publications.aap.org)

Perceba a mudança da pergunta.

Não é:

“Tela faz mal?”

É:

“Quem desenhou esta experiência e qual comportamento ela está tentando produzir?”

Essa pergunta é muito mais desconfortável.

Há ainda um segundo ataque: o sono

Aprendizagem não termina quando a criança fecha o livro.

Memórias precisam ser consolidadas.

E sono participa profundamente desse processo.

A literatura acumulada relaciona uso digital próximo ao horário de dormir a início mais tardio do sono, menor duração e pior qualidade. A AAP destaca ainda o efeito de notificações, conteúdo estimulante e dispositivos mantidos no quarto. Sono insuficiente, por sua vez, está relacionado a pior atenção, desempenho acadêmico e função cognitiva. (publications.aap.org)

É quase uma ironia perfeita.

Durante o dia, a máquina disputa a atenção necessária para aprender.

À noite, disputa parte do período necessário para consolidar aquilo que foi aprendido.

E depois alguém propõe instalar um aplicativo de produtividade para resolver o problema.

Então devemos proibir celulares?

Não.

Proibir tecnologia em bloco seria intelectualmente preguiçoso.

O objetivo é impedir que arquiteturas de captura de atenção se tornem o ambiente cognitivo predominante durante o desenvolvimento.

A estratégia familiar deveria ser menos moralista e muito mais concreta:

vídeos curtos não podem ser o entretenimento padrão da criança.

Retire notificações desnecessárias.

Evite rolagem infinita antes de dormir.

Não deixe o celular dormir no quarto.

Crie períodos deliberados sem estímulo digital.

Preserve leitura longa, esporte, música, conversa, jogos que exigem estratégia, construção, desenho e simplesmente momentos em que nada particularmente interessante está acontecendo.

E talvez a medida mais importante:

devolva à criança o direito de sentir tédio.

O tédio não é uma emergência neurológica.

É o intervalo no qual o cérebro precisa encontrar sozinho alguma coisa para fazer.

Quando toda pequena sensação de vazio é imediatamente preenchida por um algoritmo, não estamos apenas entretendo uma criança.

Estamos ensinando alguma coisa.

Estamos ensinando que qualquer experiência que demore, repita, frustre ou exija esforço pode ser abandonada com um movimento do polegar.

E depois ficamos perplexos quando estudar parece insuportavelmente lento.

O celular não é um veneno por natureza.

Nós permitimos que algumas das empresas tecnologicamente mais sofisticadas da história transformassem parte dele numa máquina de condicionamento da atenção.

E o cérebro infantil, ao contrário do algoritmo, ainda está aprendendo quais regras deve seguir.

Outros estudos

O erro "fofinho"dos pais que prejudica a inteligência da criança

Falar “fofinho” demais empobrece a linguagem e reduz o potencial de inteligênciada criança

Pais podem ser amorosos, presentes e cheios de boas intenções, mas ainda assim falharem em um ponto decisivo do desenvolvimento infantil: a qualidade da linguagem que oferece ao filho.

Publicado na revista Developmental Cognitive Neuroscience este ano (2026), a pesquisa mostra que, na pré-escola, o cérebro da criança está amadurecendo conexões ligadas à aquisição da gramática. Nessa fase, cada conversa, história e frase ouvida ajuda a fornecer os padrões que o cérebro usa para transformar sons em regras.

O achado coloca uma verdade incômoda no centro da discussão: não basta falar com carinho. É preciso falar bem. Quando adultos repetem de modo constante palavras infantilizadas, frases deformadas e erros gramaticais, podem estar empobrecendo justamente o material que a criança usa para construir a própria linguagem. O tom doce não corrige a falta de estrutura. Afeto importa, mas o cérebro infantil também precisa de frases completas, vocabulário variado e exemplos corretos da língua em uso.

Interpretação prática:
"O tom doce não corrige a falta de estrutura. Afeto importa, mas o cérebro infantil também precisa de frases completas, vocabulário variado e exemplos corretos da língua em uso para alcançar níveis melhores de inteligência."

A pesquisa foi conduzida por Cheslie C. Klein, Philipp Berger, Charlotte Grosse Wiesmann e Angela D. Friederici, com crianças de 3 a 5 anos. Os autores analisaram duas amostras independentes, uma com 90 participantes e outra com 30, para investigar como a capacidade de aplicar regras gramaticais se relaciona com a maturação das vias cerebrais da linguagem. A habilidade gramatical foi medida por meio de uma tarefa de formação de plural de substantivos, usada como indicador do desenvolvimento morfossintático.

Os resultados mostram que, nas crianças de 4 e 5 anos, a aquisição gramatical apareceu associada à maturação de duas vias dorsais da linguagem. Uma delas se conecta à área BA44, associada em adultos aos processos sintáticos e à linguagem baseada em regras. A outra se conecta à BA6, ligada a processos fonológicos, isto é, à organização dos sons da fala. Nas crianças de 3 anos, esse padrão ainda não apareceu da mesma forma.

Maturação e Regras Abstratas no desenvolvimento da inteligência da criança

Isso sugere que, no começo, o cérebro infantil constrói a gramática usando uma rede mais ampla, ainda muito apoiada nos padrões sonoros da fala. Com o amadurecimento, a via conectada à BA44 tende a ganhar papel mais central, aproximando o funcionamento cerebral do padrão observado em adultos. Em termos simples: a criança primeiro capta padrões, sons e repetições; depois, aos poucos, transforma esse material em regras mais abstratas.

É aí que a fala dos pais entra com força. Se a criança está usando a linguagem que escuta para formar suas próprias regras internas, então a qualidade dessa linguagem importa. Conversar corretamente, ler em voz alta, contar histórias, nomear objetos, explicar ações e usar frases completas não são detalhes educativos bonitinhos. São estímulos linguísticos que ajudam o cérebro infantil a organizar a gramática.

Vias de Estímulo Impacto no Cérebro
Frases completas e corretas Maturação da via BA44 (Sintaxe)
Padrões sonoros e histórias Organização da rede fonológica (BA6)

A fala carinhosa não é o problema. O problema é substituir a linguagem real por uma versão permanentemente empobrecida dela. Dizer “vem cá, meu amor, vamos guardar os brinquedos” oferece muito mais ao cérebro da criança do que repetir “neném guadá binquedo”. A primeira frase mantém afeto e entrega estrutura. A segunda pode ser engraçada uma vez ou outra, mas, ao se tornar padrão, atrapalha o estabelecimento das regras gramaticais que vão nortear o desenvolvimento adulto.

Como o cérebro transforma sons em regras gramaticais

O estudo ajuda a explicar por que a fala ouvida pela criança pesa tanto nessa fase. Nos adultos, a linguagem baseada em regras depende principalmente de uma via dorsal conectada à BA44, área associada aos processos sintáticos.

Mas essa via amadurece relativamente tarde. Por isso, os pesquisadores quiseram entender se ela já sustenta a gramática nos primeiros anos da pré-escola ou se, antes disso, o cérebro infantil usa outros caminhos.

Para responder a essa pergunta, os autores analisaram crianças de 3 a 5 anos, em duas amostras independentes: uma com 90 participantes e outra com 30. Eles compararam a maturação das fibras da rede de linguagem com a capacidade das crianças de formar plurais de substantivos, usada como indicador do desenvolvimento morfossintático.

"O resultado mostrou uma diferença importante entre as idades. Nas crianças de 4 e 5 anos, a morfossintaxe apareceu relacionada a duas vias dorsais: uma conectada à BA44, ligada à sintaxe, e outra conectada à BA6, associada em adultos a processos fonológicos, isto é, à organização dos sons da fala."

Nas crianças de 3 anos, esse padrão ainda não apareceu da mesma forma. A conclusão dos autores é que, ao contrário dos adultos, crianças em idade pré-escolar parecem depender das duas vias dorsais para desenvolver a morfossintaxe.

Em termos simples: nessa fase, o cérebro ainda não apoia a gramática apenas na rota mais típica da linguagem adulta. Ele também usa circuitos ligados aos padrões sonoros da fala.

Isso sugere uma mudança gradual de estratégia. No começo, a criança aprende muito a partir dos sons, repetições e regularidades que escuta. Com o amadurecimento, a via conectada à BA44 ganha papel mais importante, e a gramática passa a se organizar de forma mais abstrata, baseada em regras.

Implicações Práticas

Na prática, a descoberta reforça uma orientação simples para pais e mães: a criança precisa ouvir linguagem rica e bem estruturada. Conversas reais, histórias lidas em voz alta, frases completas e correções naturais oferecem ao cérebro infantil os padrões que ele usa para transformar fala em regra.

Fase de Desenvolvimento Mecanismo Cerebral
Inicial (3 anos) Dependência de padrões sonoros e rede ampla.
Maturação (4-5 anos) Integração das vias dorsais (BA44 e BA6).

Quando o adulto substitui isso por uma fala permanentemente infantilizada e cheia de erros, reduz a qualidade do estímulo justamente no período em que ele mais importa.

Para a vida toda

O desenvolvimento correto das redes neurais ligadas à via BA44 não impacta apenas em uma compreensão correta das regras gramaticais. Vai muito além disso. Ele também interfere na capacidade humana de análise mais complexas e abstratas da realidade.

Desenvolver a gramática não significa apenas aprender a falar certo. Significa fortalecer uma das ferramentas que o cérebro usa para organizar o pensamento. Ao dominar estruturas gramaticais, a criança passa a lidar melhor com relações de causa, tempo, condição, comparação e consequência.

Isso amplia sua capacidade de interpretar situações, compreender instruções, explicar o que vê e construir raciocínios mais abstratos.

Ensinar uma criança a falar bem não é vaidade gramatical. É ajudá-la a construir o sistema mental com que ela vai organizar a realidade.

Se a criança desenvolve melhor a linguagem gramatical, ela também ganha uma ferramenta mental mais poderosa para organizar relações, causas, sequências, condições e diferenças.

Isso não quer dizer que BA44, sozinha, “gera lógica”. O cérebro não trabalha como repartição pública, com um funcionário carimbando “pensamento abstrato”. Mas a linguagem estruturada dá suporte a formas mais complexas de pensamento.

Há outros estudos que reforçam essa ligação entre linguagem e funções cognitivas. Pesquisas sobre crianças mostram associação entre habilidades morfossintáticas e funções executivas, como memória de trabalho, flexibilidade cognitiva e controle inibitório.

Em crianças com dificuldades de linguagem, também aparecem relações entre morfossintaxe e desempenho executivo, o que sustenta a ideia de que gramática e controle cognitivo caminham juntos em parte do desenvolvimento.

Não é falar difícil, é falar bem

Falar bem com uma criança não significa trocar carinho por formalidade; significa manter o afeto e a proximidade sem empobrecer a linguagem que ela utiliza para organizar seu sistema mental e compreender o mundo.

Não se trata de falar com uma criança como se ela estivesse defendendo uma tese diante de uma banca de doutorado, em que cada palavra deve ser pensada e cuidadosamente escolhida. A criança não precisa de formalidade, frases duras ou correções frias. Ela precisa de afeto, presença e linguagem viva.

O que muda é a qualidade da fala. O pai e a mãe podem, e devem, conversar com ternura, voz calma, paciência e carinho. Mas esse carinho não precisa vir acompanhado de palavras deformadas, frases quebradas ou erros repetidos como se fossem fofura.

É possível falar com amor e, ao mesmo tempo, oferecer à criança uma linguagem completa, correta e rica.

Em vez de empobrecer a fala para parecer mais próximo, o adulto pode acolher a criança com frases simples, mas bem construídas: “Você quer beber água?”, “O brinquedo caiu no chão”, “Vamos guardar os carrinhos juntos?”, “A menina ficou triste porque perdeu a bola”. São frases carinhosas, acessíveis e, ao mesmo tempo, cheias de estrutura.

O Equilíbrio entre Afeto e Estrutura

Esse é o equilíbrio: não falar difícil, mas falar bem. A criança precisa sentir amor, mas também precisa ouvir bons modelos de linguagem.

Enquanto recebe colo, atenção e cuidado, o cérebro infantil também está aprendendo como as palavras se organizam para explicar o mundo e processar a realidade de forma lógica.

Princípio Aplicação Prática
Qualidade da Fala Substituir erros de "fofura" por frases completas.
Linguagem Viva Utilizar vocabulário rico em contextos de afeto.

A fala correta oferece ao cérebro os padrões necessários para a maturação cognitiva, garantindo que a ternura do momento presente também se transforme em uma ferramenta intelectual para a vida toda.

Referências:

  • KLEIN, Cheslie C.; BERGER, Philipp; GROSSE WIESMANN, Charlotte; FRIEDERICI, Angela D. Grammar acquisition in preschool children is related to white matter maturation of the dorsal language network. Developmental Cognitive Neuroscience, v. 79, 2026, artigo 101715. DOI: 10.1016/j.dcn.2026.101715.

Outros Estudos

Nossos Livros

Cada livro aborda um tema importante para a criança, como dedicação, resiliência, alimentação, força de vontade…

Maria Lúcia era uma menina muito inteligente e sempre vencia as disputas com as amigas, até a chegada de Helena – uma exímia jogadora de xadrez, um jogo que ninguém da turma sabia jogar. 
Como Maria Lúcia vai conseguir manter a reputação?

Tiago estava todo atrapalhado e trocava as coisas que tinha de fazer. Era a escova de dente no lugar do pente, a geladeira em vez do chuveiro. Enorme confusão. Mas o que estava acontecendo com o jovem Tiago? Era preciso descobrir! E foi o que aconteceu quando um acidente aconteceu na vida dele.

Sofia estava irritada porque não conseguia fazer com que as amigas brincassem com ela. Ela pedia, chorava, reclamava e só se irritava. Então, ela vive uma experiência emocionante e mágica que a fará compreender como convencer as suas amigas sobre algo que ela considera importante e bom para todos. 

Marcelo quer ser um campeão em seu esporte preferido, mas fica nervoso, perde a confiança e não consegue vencer as provas de natação. O que ele pode fazer para melhorar o nervosismo? Ele até pensa em desistir, mas descobre como melhorar seu desempenho na água.

 

Três histórias reunidas que abordam diversos temas importantes para o desenvolvimento intelectual das crianças.

 

Fabiana Desapareceu:

Ela era uma linda garotinha que só pensava em brincar, até que algo deu errado e ela desapareceu. Foi um grande mistério em toda a cidade e só uma pessoa seria capaz de desvendar. Descubra os valores dessa história.

O Segredo de Paulo:

Paulo tinha um sonho, mas não conseguia realizá-lo. Até que um dia, ele encontrou com Fabiana, que lhe contou um grande segredo. A vida de Paulo mudou depois disso.

Mariana Queria Voar Um dia, quando passeava com seu avô, a pequena Mariana viu no céu algo que a encantou. Ela decidiu que iria ter um daqueles, mas ninguém acreditava nela, exceto um verdadeiro amigo. Emocione-se com esta história de amizade e perseverança.

Gabriel queria ser um bom jogador de futebol, mas não tinha a menor habilidade. Por que ele não conseguia ser bom no esporte? O que ele não estava sabendo fazer? Leia esta história e ensine as crianças os segredos para melhorar a habilidade em qualquer esporte que elas já praticam.

O que dizem nossos leitores

As histórias dos Livros da série Noites com letras são “interligadas”. Isso prendeu a atenção do meu filho deixando-o tão empolgado que não queria dormir pra ler mais historinhas. Gostamos demais!

Classificado como 5 de 5

“Meu filho adorou! E eu também!”

Classificado como 4.2 de 5

Uma leitura dinâmica que trabalha sutilmente a verdade com a paz, usando o argumento como benefício ao todo . Desperta para a compreensão e a empatia.

Classificado como 5 de 5

letras Noites com

Infância solitária pode ampliar dependência química

Isolamento na adolescência e a vulnerabilidade ao álcool: o que a ciência diz

O isolamento social durante a adolescência pode aumentar a vulnerabilidade ao álcool no futuro. Esse é o principal achado de um estudo recente que investigou como crescer em isolamento altera o cérebro e o comportamento. Na pesquisa, que foi realizada com camundongos, os animais que viveram solitariamente durante uma fase equivalente à adolescência apresentaram mais comportamentos associados à ansiedade e maior preferência por álcool quando comparados aos animais criados em grupo.

Os pesquisadores também analisaram o que aconteceu no cérebro desses animais. O foco foi o ventral pallidum, uma região envolvida nos mecanismos de recompensa e motivação. Em condições normais, o álcool reduzia a liberação de dopamina nessa área. Nos animais que cresceram isolados, essa resposta apareceu de forma alterada: o cérebro reagiu de maneira diferente à substância, como se o isolamento tivesse mudado o modo como o sistema de recompensa processa o álcool.

"Em linguagem simples, o estudo sugere o seguinte: crescer em isolamento pode deixar o cérebro mais sensível aos efeitos do álcool e aumentar a tendência de buscar essa substância. Não se trata apenas de um efeito emocional passageiro."

A pesquisa indica que o isolamento na juventude pode produzir mudanças biológicas duradouras em circuitos ligados ao prazer, ao alívio e à motivação. Outro ponto importante é que os animais isolados mostraram maior preferência pelo álcool, mas não apresentaram aumento no chamado consumo aversivo-resistente, que é quando o indivíduo continua consumindo a substância mesmo quando ela é tornada desagradável. Isso indica que o isolamento aumentou a atração pelo álcool, mas não reproduziu todos os aspectos mais graves do transtorno por uso de álcool.

Tradução para Pais e Educadores

Para pais e mães, a tradução mais objetiva do estudo é esta: a solidão persistente na adolescência não deve ser subestimada. O trabalho mostra que o isolamento pode afetar o desenvolvimento emocional e também modificar a resposta cerebral a substâncias como o álcool. Isso ajuda a entender por que experiências prolongadas de desconexão social podem aumentar o risco de problemas futuros relacionados ao consumo.


O estudo foi publicado na revista Addiction Neuroscience e foi conduzido por pesquisadores da Binghamton University e da Brigham Young University.

Conhecimento gera conexão.

Se este estudo faz sentido para você, compartilhe com quem precisa saber:

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A espetacular transformação que cães provocam no comportamento e desenvolvimento cognitivo humano

Um novo estudo destaca os benefícios psicológicos e neurológicos da interação com cães, revelando que atividades como brincar e caminhar com cães aprimoram as forças das ondas cerebrais ligadas ao relaxamento e concentração.

A pesquisa avança além das observações gerais ao utilizar a tecnologia de EEG para quantificar a atividade elétrica do cérebro durante oito distintas atividades relacionadas a cães, incluindo cuidados com a pelagem, brincadeiras e alimentação.

Os resultados indicam reduções significativas no estresse, depressão e fadiga após essas interações. Este entendimento mais detalhado de como diferentes atividades impactam o bem-estar pode formatar terapias assistidas por animais mais eficazes.

As intervenções assistidas por animais, como a terapia canina, são amplamente utilizadas em hospitais, escolas e além, para ajudar a reduzir a ansiedade, aliviar o estresse e fomentar sentimentos de confiança.

Estudos sobre os potenciais benefícios das interações com animais frequentemente adotam uma abordagem holística, comparando o humor ou os níveis hormonais das pessoas antes e depois de passarem tempo com um animal de serviço.

No entanto, essa abordagem não diferencia entre tipos de interações, como cuidar, alimentar ou brincar com um animal, limitando nosso entendimento de como cada interação específica impacta a saúde e o bem-estar de uma pessoa.

Para entender melhor como tais atividades relacionadas a animais afetam o humor, Yoo e colegas recrutaram uma pequena amostra de 30 participantes adultos para realizar oito atividades diferentes com um cão bem treinado, como brincar com um brinquedo de mão, dar-lhe petiscos e tirar fotos com ele.

Os participantes usaram eletrodos de eletroencefalografia (EEG) para registrar a atividade elétrica do cérebro enquanto interagiam com o cão e registraram seu estado emocional subjetivo imediatamente após cada atividade.

A força relativa das oscilações da banda alfa no cérebro aumentou enquanto os participantes brincavam e caminhavam com o cão, refletindo um estado de vigília relaxada.

Quando cuidando, massageando suavemente ou brincando com o cão, a força da oscilação da banda beta aumentou, um impulso tipicamente ligado à concentração aprimorada. Os participantes também relataram sentir-se significativamente menos fatigados, deprimidos e estressados após todas as atividades relacionadas a cães.

Embora nem todos os participantes possuíssem animais de estimação, seu gosto por animais provavelmente motivou sua disposição para participar do experimento, podendo enviesar os resultados.

No entanto, os autores afirmam que as relações únicas entre atividades específicas e seus efeitos fisiológicos poderiam servir como referência para programar intervenções assistidas por animais direcionadas no futuro.

Esta pesquisa comparou as respostas psicofisiológicas e emocionais durante diversas atividades com um cão para entender o impacto do tipo de atividade. Incluindo 30 adultos saudáveis (idade média: 27,9 ± 8,4 anos), os participantes realizaram oito atividades diferentes com um cão por 3 minutos cada.

Essas atividades incluíram encontros, brincadeiras, alimentação, massagem, cuidados com a pelagem, fotografia, abraços e caminhadas. As ondas cerebrais nas regiões pré-frontal, frontal, parietal e occipital foram medidas durante as atividades.

A avaliação subjetiva de suas emoções foi registrada após cada atividade por meio do Perfil de Estados de Humor, Método Diferencial Semântico e Escala Numérica de Estresse.

Os espectros de potência alfa (relativo, lento relativo, rápido relativo) indicaram que o estado de relaxamento e repouso do cérebro aumentou significativamente ao brincar e caminhar com um cão.

Os espectros de potência beta (relativo, baixo relativo e médio relativo) aumentaram significativamente durante as atividades de massagem, cuidados e brincadeiras com o cão, indicando uma concentração aprimorada sem estresse. Notavelmente, brincar com um cão afetou positivamente tanto o relaxamento quanto a concentração.

O resultado do Perfil de Estados de Humor mostrou que atividades como alimentar, massagear e abraçar o cão diminuíram a pontuação total do transtorno de humor, indicando um efeito positivo no humor dos participantes.

O Método Diferencial Semântico revelou que os participantes se sentiram confortáveis e naturais ao caminhar com um cão e relaxados ao massageá-lo. Os participantes mostraram humores significativamente menos estressantes em todas as atividades. Este estudo demonstrou que atividades específicas com cães podem ativar um relaxamento mais forte, estabilidade emocional, atenção, concentração e criatividade ao facilitar o aumento da atividade cerebral.

Além disso, interações com cães podem diminuir o estresse e induzir respostas emocionais positivas. Esses resultados fornecem dados que formam a base para a composição do programa AAI e podem ser aplicáveis como referência para determinar as atividades mais eficazes para aplicações específicas

Leia também:

Referência:

Onyoo Yoo,YuTong Wu,Jin Soo Han,Sin-Ae Park. Psychophysiological and emotional effects of human–Dog interactions by activity type: An electroencephalogram study Published: March 13, 2024
https://doi.org/10.1371/journal.pone.0298384

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Desvendando a Linguagem Infantil:3 fatores cruciais para o desenvolvimento da capacidade

A aquisição da linguagem infantil é um processo dinâmico e multifacetado, influenciado por diversos fatores. Um estudo recente trouxe luz a esses aspectos, destacando-se na forma como desafia conceitos prévios, especialmente em relação a famílias de baixa renda.

A pesquisa, liderada pela professora Elika Bergelson, da Universidade de Havard, revela que a compreensão da linguagem começa mais cedo do que se imaginava anteriormente, já por volta dos 6-7 meses de idade. Este achado é crucial, pois mostra que bebês já estão processando e entendendo aspectos da linguagem infantil bem antes de começarem a falar. Esta fase inicial é fundamental para o desenvolvimento linguístico subsequente, pois estabelece a base para a aquisição de linguagem mais complexa.

Além disso, o estudo identificou uma melhoria significativa na compreensão da linguagem infantil por volta do primeiro aniversário da criança. Este marco é importante, pois coincide com o período em que as crianças começam a produzir suas primeiras palavras verdadeiras. A pesquisa sugere que, por volta dessa idade, as crianças não apenas compreendem melhor a linguagem, mas também começam a se tornar parceiras ativas na comunicação.

Um dos aspectos mais interessantes do estudo é sua abordagem global e inclusiva. Ao analisar dados de crianças de diversas origens socioeconômicas, culturais e linguísticas, a pesquisa desafia a noção de que famílias de baixa renda oferecem uma ‘menor qualidade’ de entrada linguística para seus filhos. Este achado tem implicações significativas para políticas públicas e práticas educacionais, pois ressalta a importância de considerar diversos contextos familiares e culturais na avaliação e no apoio ao desenvolvimento da linguagem infantil.

Além disso, a pesquisa também examina a aquisição da linguagem em crianças com deficiências sensoriais, como surdez e cegueira. Este é um campo relativamente menos explorado e que oferece possibilidades para entender melhor como essas crianças se adaptam e aprendem a se comunicar de maneiras que diferem dos métodos tradicionais baseados na visão e audição.

Os resultados do estudo também indicam que os principais preditores do desenvolvimento da linguagem infantil são a idade, fatores clínicos como prematuridade ou dislexia, e a quantidade de fala que as crianças ouvem do mundo ao seu redor. Esta descoberta é significativa porque mostra que, além dos fatores biológicos e cognitivos inatos, o ambiente linguístico em que a criança está imersa desempenha um papel crucial em seu desenvolvimento linguístico.

Em resumo, o estudo oferece uma visão abrangente e detalhada sobre como as crianças adquirem a linguagem, destacando a importância dos primeiros meses de vida e a influência do ambiente linguístico. Ao fazê-lo, ele desafia muitas suposições anteriores e abre caminho para novas abordagens na educação e na intervenção linguística, garantindo que todas as crianças, independentemente de seu background, tenham a oportunidade de desenvolver plenamente suas habilidades linguísticas.

Conheça os 3 Principais fatores que influenciam a capacidade de falar

A aquisição da linguagem em crianças é influenciada por três fatores principais: idade, condições clínicas e o ambiente linguístico. Primeiramente, a idade desempenha um papel crucial. As crianças começam a compreender a linguagem por volta dos 6-7 meses, com avanços significativos por volta do primeiro aniversário. Este desenvolvimento está intrinsecamente ligado ao crescimento cognitivo e neurológico.

Em segundo lugar, fatores clínicos como prematuridade ou condições como a dislexia podem impactar a aquisição da linguagem. Crianças com essas condições podem enfrentar desafios únicos e possíveis atrasos, necessitando de atenção especial para seu desenvolvimento linguístico.

Por fim, a quantidade de linguagem que as crianças ouvem dos adultos ao seu redor é fundamental. A exposição a um maior volume de fala, rica em vocabulário e complexidade, contribui significativamente para o desenvolvimento de habilidades linguísticas robustas. Conversas interativas e envolventes entre adultos e crianças são essenciais para fomentar essa habilidade.

Entender esses aspectos é vital para apoiar efetivamente o desenvolvimento linguístico das crianças.

1. A idade

A idade é um fator crucial no desenvolvimento da linguagem. À medida que as crianças crescem, suas habilidades linguísticas naturalmente se expandem e se aprimoram. O estudo identificou marcos específicos de desenvolvimento, como o início da compreensão da linguagem por volta dos 6-7 meses e uma melhoria significativa na compreensão por volta do primeiro aniversário. Este avanço é um processo contínuo e está ligado ao desenvolvimento cognitivo e neurológico da criança.

2. Fatores clínicos

Certos fatores clínicos, como prematuridade ou condições como dislexia, podem influenciar o desenvolvimento da linguagem. Crianças que nascem prematuras ou têm condições que afetam sua aprendizagem e processamento de informações podem experimentar padrões diferentes ou atrasos na aquisição da linguagem. Por exemplo, crianças com dislexia podem enfrentar desafios específicos na aprendizagem de habilidades linguísticas, especialmente em relação à leitura e escrita.

3. Exposição a ambientes de conversas

A quantidade de linguagem que as crianças ouvem de adultos ao seu redor é um fator significativo. Crianças que são expostas a mais fala por parte dos adultos tendem a desenvolver melhores habilidades linguísticas. Isso inclui não apenas a quantidade de palavras que ouvem, mas também a qualidade das interações linguísticas, como a riqueza do vocabulário, a complexidade da linguagem e o envolvimento em conversas bidirecionais. Este aspecto da pesquisa desafia a noção de que apenas a qualidade da fala dos pais é importante, mostrando que a quantidade também desempenha um papel crucial.

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Referência:

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Cada livro aborda um tema importante para a criança, como dedicação, resiliência, alimentação, força de vontade…

Maria Lúcia era uma menina muito inteligente e sempre vencia as disputas com as amigas, até a chegada de Helena – uma exímia jogadora de xadrez, um jogo que ninguém da turma sabia jogar. 
Como Maria Lúcia vai conseguir manter a reputação?

Tiago estava todo atrapalhado e trocava as coisas que tinha de fazer. Era a escova de dente no lugar do pente, a geladeira em vez do chuveiro. Enorme confusão. Mas o que estava acontecendo com o jovem Tiago? Era preciso descobrir! E foi o que aconteceu quando um acidente aconteceu na vida dele.

Sofia estava irritada porque não conseguia fazer com que as amigas brincassem com ela. Ela pedia, chorava, reclamava e só se irritava. Então, ela vive uma experiência emocionante e mágica que a fará compreender como convencer as suas amigas sobre algo que ela considera importante e bom para todos. 

Marcelo quer ser um campeão em seu esporte preferido, mas fica nervoso, perde a confiança e não consegue vencer as provas de natação. O que ele pode fazer para melhorar o nervosismo? Ele até pensa em desistir, mas descobre como melhorar seu desempenho na água.

 

Três histórias reunidas que abordam diversos temas importantes para o desenvolvimento intelectual das crianças.

 

Fabiana Desapareceu:

Ela era uma linda garotinha que só pensava em brincar, até que algo deu errado e ela desapareceu. Foi um grande mistério em toda a cidade e só uma pessoa seria capaz de desvendar. Descubra os valores dessa história.

O Segredo de Paulo:

Paulo tinha um sonho, mas não conseguia realizá-lo. Até que um dia, ele encontrou com Fabiana, que lhe contou um grande segredo. A vida de Paulo mudou depois disso.

Mariana Queria Voar Um dia, quando passeava com seu avô, a pequena Mariana viu no céu algo que a encantou. Ela decidiu que iria ter um daqueles, mas ninguém acreditava nela, exceto um verdadeiro amigo. Emocione-se com esta história de amizade e perseverança.

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Flúor pode ser neurotóxico? Pesquisadores chineses afirmam encontrar evidências

Um novo estudo publicado no jornal “Ecotoxicology and Environmental Safety” investiga a neurotoxicidade do flúor em camundongos durante a gravidez e lactação.

A pesquisa revela que a exposição ao flúor afeta significativamente a transcrição de genes e o metabolismo em duas gerações de camundongos, alterando principalmente o desenvolvimento neuronal e o transporte sináptico.

Os pesquisadores descobriram que o metabolismo da colina e do ácido araquidônico são marcadamente afetados, indicando papéis importantes na neurotoxicidade. Este estudo fornece insights sobre como a exposição ao flúor pode causar distúrbios no desenvolvimento de neurônios, destacando diferenças substanciais entre as respostas de pais e filhos ao flúor.

Flúor afeta o transporte sináptico e o desenvolvimento neuronal

Os pesquisadores utilizaram uma abordagem integrada de transcriptoma e metaboloma para estudar a neurotoxicidade do flúor em cérebros de camundongos. Eles examinaram os efeitos em duas gerações de camundongos expostos a diferentes doses de flúor durante a gravidez e lactação.

Para isso, foram realizadas análises de sequenciamento de RNA e perfil metabolômico por LC-MS/MS. A pesquisa revelou que o flúor afeta principalmente o desenvolvimento neuronal e o transporte sináptico, além de perturbar o metabolismo da colina e do ácido araquidônico de maneiras distintas nas duas gerações.

Como foi feito estudo

O estudo, intitulado “Integrative transcriptome and metabolome analysis of fluoride exposure induced developmental neurotoxicity in mouse brain”, foi conduzido em 2023. Os pesquisadores investigaram os efeitos neurotóxicos da exposição ao flúor em cérebros de camundongos de duas gerações. Eles utilizaram 36 camundongos C57BL/6 J (18 machos e 18 fêmeas) para examinar mudanças no transcriptoma e metaboloma causadas pela exposição ao flúor.

O que é neurotoxicidade

Neurotoxicidade refere-se ao dano ao sistema nervoso causado por exposição a substâncias químicas, chamadas neurotoxinas. Estas podem ser encontradas em certos medicamentos, pesticidas, metais pesados e outras substâncias ambientais. A neurotoxicidade pode afetar tanto o sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal) quanto o sistema nervoso periférico (nervos fora do cérebro e medula espinhal). Os sintomas variam conforme a substância e podem incluir perda de memória, falta de coordenação, problemas de visão, dor, alterações no humor e na função cognitiva. Em casos graves, pode levar a danos permanentes no sistema nervoso e a condições crônicas.

Por que este tipo de pesquisa não pode ser feita com humanos?

Estudos de neurotoxicidade geralmente não são realizados em humanos devido a questões éticas e de segurança. Expor humanos a substâncias potencialmente nocivas pode ser perigoso e inaceitável do ponto de vista ético. Por outro lado, os camundongos são usados em pesquisa porque compartilham muitas características biológicas com os humanos, permitindo que os cientistas compreendam os possíveis efeitos de certas substâncias no organismo sem expor seres humanos a riscos. Além disso, os camundongos têm ciclos de vida curtos e podem ser geneticamente modificados, o que facilita o estudo de doenças específicas e os efeitos de substâncias neurotóxicas.

Devo evitar o uso de flúor agora?

O flúor usado em quantidades controladas, como em pastas de dentes e tratamentos dentários, é considerado seguro e eficaz na prevenção de cáries. A pesquisa sobre neurotoxicidade do flúor em camundongos explora efeitos em níveis de exposição que não são típicos do uso diário em humanos. É importante seguir as orientações de saúde pública e dos dentistas sobre o uso seguro do flúor. Para preocupações específicas sobre sua saúde, é sempre recomendado consultar um profissional de saúde.

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Histórias de valor para as crianças.

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Referências:

Resumo:

O flúor pode causar neurotoxicidade no desenvolvimento e afetar significativamente o quociente de inteligência (QI) das crianças. Entretanto, o mecanismo sistemático do dano neuronal causado pela administração excessiva de flúor na prole ainda é amplamente desconhecido. Este estudo apresenta uma análise integrativa abrangente do transcriptoma e metaboloma para estudar o mecanismo de neurotoxicidade do desenvolvimento causado pela exposição crônica ao flúor. A comparação das diferentes doses de tratamento com flúor em duas gerações revelou assinaturas exclusivas de vias metabólicas e perfis de expressão gênica. Em particular, o desenvolvimento neuronal e o transporte iônico sináptico são significativamente alterados nos níveis de expressão gênica e acumulação de metabólitos em ambas as gerações, o que pode atuar como mensageiros e potencializadores da lesão neuronal sistêmica induzida pelo flúor. O metabolismo da colina e do ácido araquidônico, destacado na análise integrativa, exibiu diferentes padrões regulatórios entre as duas gerações, particularmente para a formação de vesículas sinápticas e transporte de fatores inflamatórios. Isso pode sugerir que o metabolismo da colina e do ácido araquidônico desempenhe papéis importantes nas respostas neurotóxicas do desenvolvimento em camundongos filhotes. Nosso estudo fornece informações abrangentes sobre a regulação metabolômica e transcriptômica das respostas ao estresse do flúor na explicação mecanística da neurotoxicidade do desenvolvimento induzida pelo flúor.

Para mais detalhes, acesse o artigo completo aqui.

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O Segredo de Paulo:

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Conversar com crianças aumenta a mielinização de neurônios

com isso, o desempenho cognitivo pode melhorar substancialmente, diz estudo

A partir do trigésimo mês de vida, conversar com as crianças sobre todos os assuntos, pode ampliar a capacidade neuronal delas. Está foi a principal descoberta feita por pesquisadores da Inglaterra. De acordo com eles, a fala adulta não só influencia a linguagem das crianças, como também molda ativamente a estrutura de seus cérebros, aumentando a mielinização de neurônios em áreas importantes do cérebro.

A descoberta corrobora também o que outros estudos afirmam: a interação verbal com crianças pequenas pode ter um impacto significativo no desenvolvimento de suas habilidades linguísticas e cognitivas.

O estudo, publicado no Journal of Neuroscience, conduzido pelo professor John Spencer da Universidade de East Anglia, investigou a relação entre a exposição à fala adulta e a concentração de uma substância cerebral conhecida como mielina. A mielinização dos neurônios é uma etapa essencial do desenvolvimento cognitivo. 

Entre outras vantagens, a mielinização amplia a capacidade de os neurônios repassarem os estímulos elétricos um para o outro com melhor desempenho e menor perda.

A pesquisa envolveu a análise de dados coletados de 163 crianças com idades entre seis e 30 meses. Utilizando um dispositivo embutido em um colete, os pesquisadores registraram a quantidade de fala adulta à qual as crianças foram expostas em seus lares. Além disso, os cientistas mediram a quantidade de mielina presente em seus cérebros por meio de ressonâncias magnéticas.

Os resultados revelaram uma correlação surpreendente: crianças expostas a maiores quantidades de fala adulta apresentaram uma concentração mais elevada de mielina em áreas do cérebro associadas à linguagem. No entanto, essa relação diferiu dependendo da idade das crianças. Enquanto bebês de seis meses mostraram uma diminuição na concentração de mielina em resposta a uma maior exposição à fala adulta, crianças de 30 meses apresentaram um aumento na mielinização.

De acordo com o Prof. John Spencer, líder do estudo, “Essas descobertas são notáveis porque mostram que a quantidade e a qualidade da fala que as crianças ouvem desde tenra idade têm um impacto direto no desenvolvimento de seus cérebros. A fala adulta não apenas aprimora suas habilidades linguísticas, mas também influencia a própria estrutura cerebral”.

Embora a pesquisa tenha fornecido evidências convincentes sobre a importância da interação verbal na infância, os cientistas ressaltam que é necessário realizar mais estudos para entender totalmente como essas descobertas se relacionam com o futuro desenvolvimento das crianças.

Entretanto, a pesquisa abre portas para uma compreensão mais aprofundada do papel crucial da fala adulta na formação do cérebro das crianças e destaca a importância de pais, educadores e cuidadores em fornecer um ambiente rico em estímulos linguísticos desde os dois anos de idade.

De acordo com o estudo, fica claro que conversar com as crianças desde os 30 primeiros meses de vida é fundamental para estimular seu desenvolvimento e estabelecer uma base sólida para suas habilidades de linguagem e aprendizado.

Leia também:

O que é mielina?

A mielina é uma substância gordurosa que envolve as fibras nervosas, mais especificamente os axônios, em muitos neurônios. A camada de mielina funciona como um isolante elétrico, aumentando a velocidade da transmissão dos impulsos elétricos ao longo dos axônios. Este processo é chamado de condução saltatória.

As células responsáveis pela produção de mielina são diferentes no sistema nervoso central (SNC) e no sistema nervoso periférico (SNP). No SNC, as células oligodendrócitos produzem mielina, enquanto no SNP, as células de Schwann são responsáveis pela produção de mielina.

Danos à mielina podem resultar em várias doenças neurológicas, como a esclerose múltipla, na qual o sistema imunológico do corpo ataca erroneamente a mielina no sistema nervoso central, interrompendo a comunicação entre o cérebro e o corpo.

O que é mielinização?

Mielinização é o processo pelo qual ocorre a formação e o desenvolvimento da mielina no sistema nervoso. A mielina é uma substância gordurosa que envolve os axônios dos neurônios, funcionando como uma espécie de isolante elétrico. Ela ajuda a acelerar a transmissão dos impulsos elétricos ao longo dos axônios, permitindo uma comunicação eficiente entre as células nervosas.

Durante a mielinização, células especializadas chamadas oligodendrócitos no cérebro e na medula espinhal, ou células de Schwann no sistema nervoso periférico, produzem camadas de mielina ao redor dos axônios. Esse revestimento de mielina age como uma espécie de isolante, aumentando a velocidade de condução dos impulsos elétricos e melhorando a eficiência das conexões neuronais.

A mielinização é um processo que ocorre ao longo do desenvolvimento do sistema nervoso, começando antes do nascimento e continuando durante a infância e adolescência. É um aspecto crítico do desenvolvimento cerebral, influenciando a função cognitiva, a coordenação motora e a transmissão de sinais nervosos.

Referência

Laia Fibla, Samuel H. Forbes, Jordan McCarthy, Kate Mee, Vincent Magnotta, Sean Deoni, Donnie Cameron, John P. Spencer. Language exposure and brain myelination in early development.

Fonte:

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Pesquisadores da Universidade de Oxford avaliaram o desempenho de alunos que pararam de estudar matemática e constataram que o cérebro deles parou de produzir o ácido gama-aminobutírico (também conhecido pela sigla inglesa GABA). A substância é essencial para a plasticidade e está fortemente envolvida em diversas funções cognitivas importantes, como memória, aprendizado e resolução de problemas.

A plasticidade é a capacidade que o cérebro possui de produzir novos neurônios e ligações sinápticas (ligações entre os neurônios)

Os pesquisadores do Departamento de Psicologia Experimental da universidade avaliaram 133 estudantes ingleses entre 14 e 18 anos. O estudo só foi possível porque na Inglaterra, diferentemente de outros países, os alunos podem optar por parar de estudar matemática ao completar os 16 anos.

De acordo com a pesquisa, adolescentes que pararam de estudar matemática apresentaram maior desvantagem em relação ao desenvolvimento cerebral e cognitivo.

“As habilidades matemáticas estão associadas a uma série de benefícios, incluindo emprego, status socioeconômico e saúde mental e física (…) e nosso estudo fornece um novo nível de compreensão do impacto da educação no cérebro em desenvolvimento e do efeito mútuo entre biologia e educação”, disse Roi Cohen Kadosh, professor de Neurociência Cognitiva da Universidade de Oxford, que liderou a pesquisa.

O estudo foi publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences.

Em 2007, as pesquisadoras Maria Chiara Passolunghi, da Universidade de Trieste (Itália), e Bárbara Vecelloni apresentaram o resultado de um estudo com 170 crianças mostrando a relação entre a matemática, memória de trabalho e capacidade de contagem.

De acordo com estas pesquisadoras, o desempenho em matemática está fortemente relacionado ao desenvolvimento da memória de trabalho e da capacidade da criança em fazer a contagem de itens.

Dois dos nossos livros abordam estes assuntos para as crianças. São eles A Supermemória de uma Campeã – que aborda como melhorar a memória – e Distraído Thiago, que fala da higiene do sono – algo fundamental para o processo de consolidação de memórias.   

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Como a memória procedural atua para desenvolver habilidades

Sabe aquela habilidade que algumas pessoas possuem que, de tão boas, até levam a crer tratar-se de um dom. Bem, na verdade, ela é resultado da memória procedural, um dos vários tipos de memórias que os seres humanos possuem.

A memória procedural está associada à resposta motora, ao modo como o indivíduo vai agir ou reagir a um desafio que exige certos movimentos coordenados, como é o caso ao andar de bicicleta, tocar violino, jogar futebol.

Quando diante de tal situação, o cérebro aciona as regiões que recuperam o movimento a ser realizado em cada uma das pedaladas, em cada repetição de movimento ou a cada leitura de uma partitura.

No início, este procedimento é consciente e mal executado. Mas, à medida que vai sendo repetido, ele se torna inconsciente e a habilidade aumenta significativamente. Este é um processo gerenciado pela memória procedural. Para recuperar a habilidade, ela busca as informações sobre o movimento e conecta-as com os impulsos do córtex motor, que coordena as ações humanas.

Veja como podemos melhorar o processo, ou seja, melhorar a habilidade da criança ao executar determinado esporte ou atividade física, como natação, voleibol, basquete, futebol. Uma estratégia que se mostra eficiente é estimular os neurônios-espelho (que são neurônios especializados em copiar movimentos) e fazer com que as crianças possam ter um referencial de qualidade ao executar o movimento exigido.

Nós ensinamos como as crianças podem fazer isso em dois livros: De Perna de Pau a Perna de Craque, que mostra como a própria criança pode contribuir para aprimorar as suas habilidades, e O Nadador Veloz, que também explica o processo e aborda como resgatar ativamente este conhecimento.

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O que é memória procedural?

A memória procedural é um tipo de memória que está relacionada ao aprendizado e armazenamento de habilidades motoras e procedimentos. É uma forma de memória não declarativa, ou seja, não é conscientemente acessada e expressa verbalmente. Em vez disso, a memória procedural está envolvida em atividades automatizadas e habilidades adquiridas através da prática e repetição.

Essa forma de memória está presente em diversas atividades do nosso cotidiano, como andar de bicicleta, tocar um instrumento musical, dirigir um carro ou digitar no teclado. Uma vez que uma habilidade é aprendida e consolidada na memória procedural, ela pode ser executada de forma quase automática, sem a necessidade de pensar conscientemente nos passos específicos envolvidos.

A memória procedural é armazenada principalmente em áreas cerebrais relacionadas aos movimentos e coordenação motora, como o cerebelo e os gânglios da base. Essas estruturas ajudam a automatizar os padrões motores e a executar as sequências de ações de forma eficiente.

É importante destacar que a memória procedural é diferenciada de outras formas de memória, como a memória episódica (memória de eventos pessoais) e a memória semântica (memória de fatos e conceitos). Cada tipo de memória desempenha um papel importante em nossas experiências e habilidades cognitivas.

O que são neurônios-espelho

Os neurônios-espelho são um tipo especial de neurônio que desempenham um papel fundamental na compreensão e imitação de ações observadas em outras pessoas. Esses neurônios foram descobertos inicialmente em macacos, especificamente no córtex premotor, uma região do cérebro envolvida no planejamento e na execução de movimentos.

A característica distintiva dos neurônios-espelho é que eles são ativados tanto quando um indivíduo realiza uma determinada ação quanto quando ele observa outra pessoa realizando a mesma ação. Esses neurônios funcionam como um mecanismo de espelhamento, refletindo as ações observadas em termos de representação neural.

A existência dos neurônios-espelho sugere que nosso cérebro possui um sistema especializado para entender e imitar as ações dos outros. Essa capacidade de “espelhar” as ações observadas é considerada crucial para processos como empatia, compreensão de intenções e aprendizado social.

Além de desempenhar um papel na imitação de movimentos, os neurônios-espelho também foram implicados em outros processos cognitivos, como a compreensão de expressões faciais e a decodificação de emoções. Eles são considerados elementos fundamentais na formação de circuitos neuronais relacionados à cognição social.

Embora a pesquisa sobre neurônios-espelho ainda esteja em andamento, o conhecimento atual sugere que esses neurônios desempenham um papel crucial na nossa capacidade de interação social e na compreensão dos outros.

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O Segredo de Paulo:

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Ao estimular uma criança a conhecer os fonemas de forma divertida, também se estimula o desenvolvimento da habilidade de leitura, que, por sua vez, exerce forte papel na consolidação do autoconhecimento e autoestima.

A habilidade de leitura de uma criança em Língua Portuguesa requer a ativação das regiões posteriores do cérebro, que atuam na identificação das formas das letras e na decodificação fonológica dos sons.

Quando uma criança é estimulada a reconhecer os fonemas de forma leve e divertida, ela passa a desenvolver as bases cognitivas que serão utilizadas para a obtenção da linguagem falada e, depois, no letramento e habilidade de leitura.

Brincar com os sons dos fonemas é tipo de estímulo amplia a consciência fonológica ao mesmo tempo em que estimula o desenvolvimento das redes neurais que a levarão a reconhecer mais rapidamente as sílabas.

Esse processo é fundamental para o desenvolvimento da linguagem falada e cria os fundamentos para o aprendizado da leitura (Radka Wildová e Jana Kropáčková, 2015).

Além disso, segundo Wildová, quando a criança ingressa no aprendizado da linguagem falada, a motivação para descobrir a si mesma e a personalidade da criança também são, paralelamente, desenvolvidas. Ou seja, ao se divertir com a exposição a fonemas, estará a criança também criando as bases para o desenvolvimento pessoal.

É o que também afirma outro estudo, desta vez desenvolvido a partir da análise do comportamenro de crianças brasileiras.

Compreender e ler com desenvoltura podem promover a autopercepção da criança, o que a concederá níveis mais elevados de confiança no próprio desempenho e superação de desafios (BELUCE, Andrea Carvalho et al, 2018).

Então, sim, vale muito a pena estimular a criança a reconhecer fonemas e grafias como forma de preparar o caminho para a linguagem falada e habilidade em leitura, mas sempre de um modo divertido e estimulante.

Referências:

Radka Wildová, Jana Kropáčková, Early Childhood Pre-reading Literacy Development,

Procedia – Social and Behavioral Sciences, Volume 191, 2015 avaliable from <https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1877042815026786> access on  10  Nov  2020. BELUCE, Andrea Carvalho et al . Reading Comprehension and Self-Perceived School Performance in Elementary School. Psico-USF,  Campinas ,  v. 23, n. 4, p. 597-607,  Dec.  2018 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-82712018000400002&lng=en&nrm=iso>. access on  10  Nov  2020. 

Nós temos duas publicações que abordam o desenvolvimento de habilidades, veja:

capa De Perna de Pau a Perna de Craque

De Perna de Pau a Perna de Craque

Temas abordados:

Como Aprimorar Habilidades;
Como Estimular a Memória Procedural;
Novas Formas de Enfrentar Desafios;
Amizade;
Superar limites
.

capa do livro O Nadador Veloz

O Nadador Veloz

Temas abordados:

Como Aprimorar Habilidade;

Como Estimular a Memória Procedural;
Controle Emocional;

Amizade;
Alimentação;
Disciplina.

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