5 alterações que ocorrem no cérebro de quem lê

A leitura transforma circuitos do cérebro e influencia a maneira como aprendemos, compreendemos palavras e interpretamos o mundo. Cinco aspectos da neurociência ajudam a explicar essas mudanças, sem prometer milagres.

Uma criança aprende a ler a palavra “floresta”. Pouco depois, consegue ler uma frase, acompanhar uma aventura e imaginar uma floresta que nunca visitou. Parece simples porque o leitor experiente faz isso quase sem esforço. Para o cérebro que está aprendendo, porém, é uma conquista gigantesca.

A leitura não é uma capacidade pronta ao nascer. O cérebro humano precisa aprender a ligar sinais visuais, sons da fala, significados e experiências. Essa aprendizagem modifica o modo como diferentes regiões cerebrais cooperam. E, quando a criança continua lendo, encontra oportunidades de desenvolver habilidades que vão muito além de reconhecer letras.

Quais são essas mudanças? E, sobretudo, por que deveriam importar para pais e educadores? A resposta exige distinguir aquilo que já foi observado no cérebro daquilo que os estudos mostram como associação. São cinco aspectos.

1. O cérebro aprende a reconhecer palavras como reconhece rostos e objetos, mas cria uma especialização nova

Observe uma criança começando a alfabetização. Diante da palavra “bola”, talvez precise olhar letra por letra, lembrar o som de cada uma e juntá-los até descobrir o significado. É um trabalho demorado. Alguns meses ou anos depois, ela olha a mesma palavra e a reconhece quase imediatamente.

O que mudou? O cérebro não criou uma área inteiramente nova para ler. Aprendeu a aproveitar partes do sistema visual, que já identificavam formas e objetos, e a conectá-las com regiões envolvidas nos sons e nos significados da linguagem. Uma região situada na parte inferior do hemisfério esquerdo torna-se particularmente sensível a padrões de letras conhecidos.

É como aprender um novo caminho pela cidade. No início, cada cruzamento exige atenção. Com a prática, o percurso fica familiar e já não é preciso decidir conscientemente a cada esquina. Na leitura, essa maior eficiência libera recursos mentais para compreender a frase, perceber uma ironia ou pensar no argumento do autor.

Isso não acontece simplesmente porque a criança vê letras espalhadas pela casa. A aprendizagem depende de experiências de alfabetização que ensinem as relações entre escrita e fala, além de prática significativa. Em um estudo clássico publicado na Science, Stanislas Dehaene e colegas observaram diferenças na atividade de redes visuais e linguísticas relacionadas à alfabetização, inclusive em pessoas que aprenderam a ler adultas.

Por que isso importa em casa? Uma criança que ainda lê devagar pode estar dedicando quase toda a energia mental a decifrar palavras. Isso não significa falta de inteligência ou preguiça. A fluência se desenvolve gradualmente, com ensino adequado, tempo e prática.

2. A leitura enriquece a linguagem e aumenta o número de ideias que a criança consegue compreender

Considere duas frases: “João ficou triste” e “João ficou decepcionado porque esperava ser escolhido”. A segunda apresenta algo que a primeira não explica: uma expectativa frustrada. Para entender isso, a criança precisa conhecer o sentido de palavras e também as relações entre os acontecimentos.

Os livros expõem o leitor a expressões que não aparecem tanto nas conversas diárias: “apesar de”, “por consequência”, “suspeitou”, “hesitou”, “injustiça”, “hipótese”. Aos poucos, a criança constrói um repertório mais amplo para descrever sentimentos, perceber diferenças e acompanhar explicações.

Mas conhecer palavras não é apenas decorar definições. Uma criança que compreende a diferença entre “achar” e “ter certeza” está aprendendo também a distinguir opinião de evidência. Quando entende “consequência”, consegue discutir melhor o que uma ação provocou. E quando encontra uma palavra desconhecida dentro de uma história interessante, tem mais pistas para descobrir seu significado.

Pesquisas longitudinais associam a leitura por prazer na infância ao crescimento do vocabulário ao longo do tempo. Há uma ressalva essencial: crianças que já possuem mais facilidade linguística também podem sentir mais prazer em ler. Portanto, a relação é parcialmente recíproca, e não uma prova de que livros, sozinhos, expliquem todas as diferenças.

Por que isso importa em casa? Em vez de interromper a história para transformar cada página em teste, converse naturalmente: “Por que você acha que ele ficou decepcionado?” ou “O que essa palavra quer dizer nessa situação?”. É a combinação entre leitura, contexto e conversa que torna novas palavras mais úteis.

3. Ler histórias envolve manter a atenção e trabalhar com informações guardadas na memória

Imagine que, no primeiro capítulo, uma menina guarda uma chave debaixo do tapete. Três capítulos depois, a porta está trancada. Para perceber a solução, a criança precisa lembrar da chave e relacionar informações que apareceram em momentos diferentes.

É aí que entra a chamada memória de trabalho: a capacidade de manter e atualizar algumas informações enquanto pensamos. Ela não funciona como um depósito infinito. É mais parecida com uma pequena mesa de trabalho mental: colocamos nela o que precisamos agora, retiramos o que deixou de ser útil e combinamos peças para entender a situação.

Ao acompanhar uma narrativa, a criança também precisa perceber o que merece atenção, resistir a distrações em certos momentos e corrigir interpretações. Se um personagem que parecia vilão revela uma intenção diferente, o leitor precisa rever a ideia inicial.

Uma revisão sistemática e metanálise publicada em 2026, com dados quantitativos de 60 estudos, encontrou associação moderada entre funções executivas e desempenho em leitura. O resultado não significa que ler necessariamente aumente a concentração de toda criança: boa memória de trabalho e bom controle da atenção também ajudam a compreender textos.

Por que isso importa em casa? Perguntas breves como “Você lembra por que ela escondeu a chave?” ou “O que você acha que vai acontecer?” ajudam a criança a conectar partes da história. Não é preciso transformar a leitura em prova. Quando a atenção se perde, reler um trecho junto pode ser mais produtivo do que exigir que a criança “preste atenção”.

4. As histórias oferecem um laboratório para compreender sentimentos, intenções e pontos de vista

Um menino quebra um brinquedo e esconde o que aconteceu. A mãe fica zangada. O amigo, dono do brinquedo, sente-se traído. O menino tem medo de contar a verdade. Uma única cena pode reunir quatro maneiras diferentes de enxergar o mesmo problema.

Ao acompanhar esse conflito, a criança pode descobrir que duas pessoas conseguem viver o mesmo acontecimento com emoções e informações diferentes. Na psicologia, uma parte dessa capacidade é chamada de teoria da mente: perceber que outras pessoas têm crenças, desejos e conhecimentos próprios.

Isso não significa que todo leitor automaticamente se torne mais gentil. Uma metanálise publicada em 2025 examinou 21 estudos com 2.293 crianças de 2 a 10 anos e encontrou resultados mais consistentes para comportamentos pró-sociais, como ajudar e compartilhar, do que para todas as dimensões da empatia. Os resultados também variavam bastante entre os estudos.

O valor das histórias, portanto, não está numa suposta fabricação instantânea de empatia. Está em oferecer situações concretas para discutir motivos, consequências e conflitos, inclusive aqueles que a criança ainda não viveu.

Por que isso importa em casa? Em vez de perguntar apenas “Quem estava certo?”, experimente: “O que cada personagem sabia?”, “Por que ele fez isso?” e “Como o outro pode ter se sentido?”. Não é necessário impor uma única interpretação. Escutar o raciocínio da criança costuma ser a parte mais interessante.

5. A compreensão de textos se conecta com a aprendizagem em outras disciplinas, inclusive matemática

Uma criança sabe somar 12 e 8. Mas recebe o seguinte problema: “Ana tinha 12 figurinhas, ganhou mais 8 e depois deu 5 ao irmão. Com quantas ficou?”. A dificuldade já não é apenas fazer contas. Ela precisa compreender uma sequência de acontecimentos, identificar o que entra, o que sai e qual pergunta deve responder.

Essa diferença explica por que alguém pode executar operações isoladas e ainda ter dificuldade com problemas escritos. A linguagem ajuda a organizar relações de tempo, quantidade, causa e comparação. Livros não ensinam automaticamente multiplicação ou frações, mas a compreensão leitora facilita o acesso a enunciados, explicações e argumentos presentes em muitas matérias escolares.

Um estudo longitudinal britânico conduzido por pesquisadores ligados à University College London encontrou associação entre a leitura por prazer e maior progresso posterior em vocabulário e matemática, mesmo após considerar diversas características anteriores dos alunos. Isso não demonstra que histórias substituam boas aulas de matemática. Indica que o desenvolvimento da leitura participa de um conjunto mais amplo de experiências relacionadas ao aprendizado.

Por que isso importa em casa? Quando a criança erra um problema, vale investigar duas coisas separadas: ela entendeu o que o enunciado dizia? E sabia executar as operações necessárias? Ler junto, recontar a situação com palavras próprias e desenhar as quantidades pode revelar onde está a dificuldade, sem confundir interpretação com cálculo.

O que a ciência permite concluir, sem promessas milagrosas

A transformação mais diretamente demonstrada é a reorganização de circuitos visuais e de linguagem com a alfabetização. Nos demais aspectos, como atenção, empatia e desempenho matemático, existem relações importantes, mas nem sempre podemos afirmar que a leitura seja a única causa. A história familiar, a escolarização, o acesso a livros, a qualidade do ensino e as características de cada criança também importam.

Isso não diminui o poder da leitura. Pelo contrário: mostra por que vale cultivá-la com constância, sem tratá-la como remédio para todo problema escolar. Ler em voz alta para crianças pequenas, permitir escolhas, conversar sobre personagens e manter livros acessíveis são oportunidades simples e valiosas.

Uma criança não precisa terminar dezenas de livros para que a leitura tenha significado. Precisa descobrir, pouco a pouco, que as palavras permitem compreender coisas que antes estavam fora do seu alcance.

Referências científicas

Dehaene, S. et al. (2010). How learning to read changes the cortical networks for vision and language. Science.

Zhou, T. et al. (2026). Executive Functions and Reading in Children: A Systematic Review and Meta-analysis. Educational Psychology Review.

Ciesielska, M., Kucirkova, N. & Thomson, J. (2025). How the Type and Context of Children’s Storybook Reading Relate to Select Empathy Skills. Early Education and Development.

Sullivan, A. & Brown, M. Reading for pleasure and progress in vocabulary and mathematics.

Outros estudos

O erro "fofinho"dos pais que prejudica a inteligência da criança

Falar “fofinho” demais empobrece a linguagem e reduz o potencial de inteligênciada criança

Pais podem ser amorosos, presentes e cheios de boas intenções, mas ainda assim falharem em um ponto decisivo do desenvolvimento infantil: a qualidade da linguagem que oferece ao filho.

Publicado na revista Developmental Cognitive Neuroscience este ano (2026), a pesquisa mostra que, na pré-escola, o cérebro da criança está amadurecendo conexões ligadas à aquisição da gramática. Nessa fase, cada conversa, história e frase ouvida ajuda a fornecer os padrões que o cérebro usa para transformar sons em regras.

O achado coloca uma verdade incômoda no centro da discussão: não basta falar com carinho. É preciso falar bem. Quando adultos repetem de modo constante palavras infantilizadas, frases deformadas e erros gramaticais, podem estar empobrecendo justamente o material que a criança usa para construir a própria linguagem. O tom doce não corrige a falta de estrutura. Afeto importa, mas o cérebro infantil também precisa de frases completas, vocabulário variado e exemplos corretos da língua em uso.

Interpretação prática:
"O tom doce não corrige a falta de estrutura. Afeto importa, mas o cérebro infantil também precisa de frases completas, vocabulário variado e exemplos corretos da língua em uso para alcançar níveis melhores de inteligência."

A pesquisa foi conduzida por Cheslie C. Klein, Philipp Berger, Charlotte Grosse Wiesmann e Angela D. Friederici, com crianças de 3 a 5 anos. Os autores analisaram duas amostras independentes, uma com 90 participantes e outra com 30, para investigar como a capacidade de aplicar regras gramaticais se relaciona com a maturação das vias cerebrais da linguagem. A habilidade gramatical foi medida por meio de uma tarefa de formação de plural de substantivos, usada como indicador do desenvolvimento morfossintático.

Os resultados mostram que, nas crianças de 4 e 5 anos, a aquisição gramatical apareceu associada à maturação de duas vias dorsais da linguagem. Uma delas se conecta à área BA44, associada em adultos aos processos sintáticos e à linguagem baseada em regras. A outra se conecta à BA6, ligada a processos fonológicos, isto é, à organização dos sons da fala. Nas crianças de 3 anos, esse padrão ainda não apareceu da mesma forma.

Maturação e Regras Abstratas no desenvolvimento da inteligência da criança

Isso sugere que, no começo, o cérebro infantil constrói a gramática usando uma rede mais ampla, ainda muito apoiada nos padrões sonoros da fala. Com o amadurecimento, a via conectada à BA44 tende a ganhar papel mais central, aproximando o funcionamento cerebral do padrão observado em adultos. Em termos simples: a criança primeiro capta padrões, sons e repetições; depois, aos poucos, transforma esse material em regras mais abstratas.

É aí que a fala dos pais entra com força. Se a criança está usando a linguagem que escuta para formar suas próprias regras internas, então a qualidade dessa linguagem importa. Conversar corretamente, ler em voz alta, contar histórias, nomear objetos, explicar ações e usar frases completas não são detalhes educativos bonitinhos. São estímulos linguísticos que ajudam o cérebro infantil a organizar a gramática.

Vias de Estímulo Impacto no Cérebro
Frases completas e corretas Maturação da via BA44 (Sintaxe)
Padrões sonoros e histórias Organização da rede fonológica (BA6)

A fala carinhosa não é o problema. O problema é substituir a linguagem real por uma versão permanentemente empobrecida dela. Dizer “vem cá, meu amor, vamos guardar os brinquedos” oferece muito mais ao cérebro da criança do que repetir “neném guadá binquedo”. A primeira frase mantém afeto e entrega estrutura. A segunda pode ser engraçada uma vez ou outra, mas, ao se tornar padrão, atrapalha o estabelecimento das regras gramaticais que vão nortear o desenvolvimento adulto.

Como o cérebro transforma sons em regras gramaticais

O estudo ajuda a explicar por que a fala ouvida pela criança pesa tanto nessa fase. Nos adultos, a linguagem baseada em regras depende principalmente de uma via dorsal conectada à BA44, área associada aos processos sintáticos.

Mas essa via amadurece relativamente tarde. Por isso, os pesquisadores quiseram entender se ela já sustenta a gramática nos primeiros anos da pré-escola ou se, antes disso, o cérebro infantil usa outros caminhos.

Para responder a essa pergunta, os autores analisaram crianças de 3 a 5 anos, em duas amostras independentes: uma com 90 participantes e outra com 30. Eles compararam a maturação das fibras da rede de linguagem com a capacidade das crianças de formar plurais de substantivos, usada como indicador do desenvolvimento morfossintático.

"O resultado mostrou uma diferença importante entre as idades. Nas crianças de 4 e 5 anos, a morfossintaxe apareceu relacionada a duas vias dorsais: uma conectada à BA44, ligada à sintaxe, e outra conectada à BA6, associada em adultos a processos fonológicos, isto é, à organização dos sons da fala."

Nas crianças de 3 anos, esse padrão ainda não apareceu da mesma forma. A conclusão dos autores é que, ao contrário dos adultos, crianças em idade pré-escolar parecem depender das duas vias dorsais para desenvolver a morfossintaxe.

Em termos simples: nessa fase, o cérebro ainda não apoia a gramática apenas na rota mais típica da linguagem adulta. Ele também usa circuitos ligados aos padrões sonoros da fala.

Isso sugere uma mudança gradual de estratégia. No começo, a criança aprende muito a partir dos sons, repetições e regularidades que escuta. Com o amadurecimento, a via conectada à BA44 ganha papel mais importante, e a gramática passa a se organizar de forma mais abstrata, baseada em regras.

Implicações Práticas

Na prática, a descoberta reforça uma orientação simples para pais e mães: a criança precisa ouvir linguagem rica e bem estruturada. Conversas reais, histórias lidas em voz alta, frases completas e correções naturais oferecem ao cérebro infantil os padrões que ele usa para transformar fala em regra.

Fase de Desenvolvimento Mecanismo Cerebral
Inicial (3 anos) Dependência de padrões sonoros e rede ampla.
Maturação (4-5 anos) Integração das vias dorsais (BA44 e BA6).

Quando o adulto substitui isso por uma fala permanentemente infantilizada e cheia de erros, reduz a qualidade do estímulo justamente no período em que ele mais importa.

Para a vida toda

O desenvolvimento correto das redes neurais ligadas à via BA44 não impacta apenas em uma compreensão correta das regras gramaticais. Vai muito além disso. Ele também interfere na capacidade humana de análise mais complexas e abstratas da realidade.

Desenvolver a gramática não significa apenas aprender a falar certo. Significa fortalecer uma das ferramentas que o cérebro usa para organizar o pensamento. Ao dominar estruturas gramaticais, a criança passa a lidar melhor com relações de causa, tempo, condição, comparação e consequência.

Isso amplia sua capacidade de interpretar situações, compreender instruções, explicar o que vê e construir raciocínios mais abstratos.

Ensinar uma criança a falar bem não é vaidade gramatical. É ajudá-la a construir o sistema mental com que ela vai organizar a realidade.

Se a criança desenvolve melhor a linguagem gramatical, ela também ganha uma ferramenta mental mais poderosa para organizar relações, causas, sequências, condições e diferenças.

Isso não quer dizer que BA44, sozinha, “gera lógica”. O cérebro não trabalha como repartição pública, com um funcionário carimbando “pensamento abstrato”. Mas a linguagem estruturada dá suporte a formas mais complexas de pensamento.

Há outros estudos que reforçam essa ligação entre linguagem e funções cognitivas. Pesquisas sobre crianças mostram associação entre habilidades morfossintáticas e funções executivas, como memória de trabalho, flexibilidade cognitiva e controle inibitório.

Em crianças com dificuldades de linguagem, também aparecem relações entre morfossintaxe e desempenho executivo, o que sustenta a ideia de que gramática e controle cognitivo caminham juntos em parte do desenvolvimento.

Não é falar difícil, é falar bem

Falar bem com uma criança não significa trocar carinho por formalidade; significa manter o afeto e a proximidade sem empobrecer a linguagem que ela utiliza para organizar seu sistema mental e compreender o mundo.

Não se trata de falar com uma criança como se ela estivesse defendendo uma tese diante de uma banca de doutorado, em que cada palavra deve ser pensada e cuidadosamente escolhida. A criança não precisa de formalidade, frases duras ou correções frias. Ela precisa de afeto, presença e linguagem viva.

O que muda é a qualidade da fala. O pai e a mãe podem, e devem, conversar com ternura, voz calma, paciência e carinho. Mas esse carinho não precisa vir acompanhado de palavras deformadas, frases quebradas ou erros repetidos como se fossem fofura.

É possível falar com amor e, ao mesmo tempo, oferecer à criança uma linguagem completa, correta e rica.

Em vez de empobrecer a fala para parecer mais próximo, o adulto pode acolher a criança com frases simples, mas bem construídas: “Você quer beber água?”, “O brinquedo caiu no chão”, “Vamos guardar os carrinhos juntos?”, “A menina ficou triste porque perdeu a bola”. São frases carinhosas, acessíveis e, ao mesmo tempo, cheias de estrutura.

O Equilíbrio entre Afeto e Estrutura

Esse é o equilíbrio: não falar difícil, mas falar bem. A criança precisa sentir amor, mas também precisa ouvir bons modelos de linguagem.

Enquanto recebe colo, atenção e cuidado, o cérebro infantil também está aprendendo como as palavras se organizam para explicar o mundo e processar a realidade de forma lógica.

Princípio Aplicação Prática
Qualidade da Fala Substituir erros de "fofura" por frases completas.
Linguagem Viva Utilizar vocabulário rico em contextos de afeto.

A fala correta oferece ao cérebro os padrões necessários para a maturação cognitiva, garantindo que a ternura do momento presente também se transforme em uma ferramenta intelectual para a vida toda.

Referências:

  • KLEIN, Cheslie C.; BERGER, Philipp; GROSSE WIESMANN, Charlotte; FRIEDERICI, Angela D. Grammar acquisition in preschool children is related to white matter maturation of the dorsal language network. Developmental Cognitive Neuroscience, v. 79, 2026, artigo 101715. DOI: 10.1016/j.dcn.2026.101715.

Outros Estudos

Nossos Livros

Cada livro aborda um tema importante para a criança, como dedicação, resiliência, alimentação, força de vontade…

Maria Lúcia era uma menina muito inteligente e sempre vencia as disputas com as amigas, até a chegada de Helena – uma exímia jogadora de xadrez, um jogo que ninguém da turma sabia jogar. 
Como Maria Lúcia vai conseguir manter a reputação?

Tiago estava todo atrapalhado e trocava as coisas que tinha de fazer. Era a escova de dente no lugar do pente, a geladeira em vez do chuveiro. Enorme confusão. Mas o que estava acontecendo com o jovem Tiago? Era preciso descobrir! E foi o que aconteceu quando um acidente aconteceu na vida dele.

Sofia estava irritada porque não conseguia fazer com que as amigas brincassem com ela. Ela pedia, chorava, reclamava e só se irritava. Então, ela vive uma experiência emocionante e mágica que a fará compreender como convencer as suas amigas sobre algo que ela considera importante e bom para todos. 

Marcelo quer ser um campeão em seu esporte preferido, mas fica nervoso, perde a confiança e não consegue vencer as provas de natação. O que ele pode fazer para melhorar o nervosismo? Ele até pensa em desistir, mas descobre como melhorar seu desempenho na água.

 

Três histórias reunidas que abordam diversos temas importantes para o desenvolvimento intelectual das crianças.

 

Fabiana Desapareceu:

Ela era uma linda garotinha que só pensava em brincar, até que algo deu errado e ela desapareceu. Foi um grande mistério em toda a cidade e só uma pessoa seria capaz de desvendar. Descubra os valores dessa história.

O Segredo de Paulo:

Paulo tinha um sonho, mas não conseguia realizá-lo. Até que um dia, ele encontrou com Fabiana, que lhe contou um grande segredo. A vida de Paulo mudou depois disso.

Mariana Queria Voar Um dia, quando passeava com seu avô, a pequena Mariana viu no céu algo que a encantou. Ela decidiu que iria ter um daqueles, mas ninguém acreditava nela, exceto um verdadeiro amigo. Emocione-se com esta história de amizade e perseverança.

Gabriel queria ser um bom jogador de futebol, mas não tinha a menor habilidade. Por que ele não conseguia ser bom no esporte? O que ele não estava sabendo fazer? Leia esta história e ensine as crianças os segredos para melhorar a habilidade em qualquer esporte que elas já praticam.

O que dizem nossos leitores

As histórias dos Livros da série Noites com letras são “interligadas”. Isso prendeu a atenção do meu filho deixando-o tão empolgado que não queria dormir pra ler mais historinhas. Gostamos demais!

Classificado como 5 de 5

“Meu filho adorou! E eu também!”

Classificado como 4.2 de 5

Uma leitura dinâmica que trabalha sutilmente a verdade com a paz, usando o argumento como benefício ao todo . Desperta para a compreensão e a empatia.

Classificado como 5 de 5

letras Noites com

Melhorando o Desempenho Cerebral: O Impacto de 12 Horas de Leitura Semanal

Ler por prazer na quietude do lar tem emergido como uma estratégia poderosa para potencializar o desempenho cerebral. Estudos recentes revelam que um número mágico – 12 horas semanais de leitura – pode ser o segredo.

Pesquisadores de renome das Universidades de Cambridge, Warwick e Fudan descobriram que dedicar 12 horas semanais à leitura, principalmente quando iniciada antes dos nove anos, catalisa melhorias expressivas no desempenho cerebral e também beneficia a saúde mental.

Ao explorar essa conexão, os cientistas avaliaram dados minuciosos de mais de 10.000 estudantes norte-americanos do estudo ABCD (Desenvolvimento Cognitivo do Cérebro Adolescente). Esta investigação abrangente, que engloba entrevistas clínicas, testes de desempenho cerebral, avaliações de comportamento e imagens do cérebro, lança luz sobre os profundos efeitos da leitura no cérebro.

Engajar-se na leitura vai além de simplesmente interpretar palavras. É uma jornada multidimensional que envolve e amplia diversas áreas responsáveis pelo desempenho cerebral. Decodificar palavras se entrelaça com a construção de significados, evocação de imagens, emoções e a transcendência para outros universos. Tal atividade aguça habilidades cognitivas, como atenção, memória de trabalho e raciocínio.

Os achados deste estudo indicam que aqueles que começaram a ler por prazer em idades mais tenras e mantiveram o ritmo de 12 horas por semana apresentaram elevações no desempenho cerebral, particularmente em zonas vitais. Além de potencializar habilidades cognitivas, isso reitera o papel fundamental da leitura no bem-estar mental.

A influência da idade no desempenho cerebral

No entanto, há um alerta: iniciar esse hábito de leitura até os nove anos é crucial. Depois deste período, os avanços no desempenho cerebral, devido à leitura, podem não ser tão acentuados.

Em um mundo cada vez mais digital, os livros podem ser negligenciados. Porém, este estudo reforça que mergulhar em histórias não é apenas um passatempo; é uma forma de aperfeiçoar a mente. É imperativo, agora mais do que nunca, promover e exaltar o incrível poder da leitura e seu impacto no desempenho cerebral.

Distraído Tiago

Thiago estava todo atrapalhado e trocava as coisas que tinha de fazer. Era a escova de dente no lugar do pente, a geladeira em vez do chuveiro. Enorme confusão. Mas o que estava acontecendo com o jovem Thiago? Era preciso descobrir! E foi o que aconteceu quando um acidente aconteceu na vida dele.

Distraído Tiago

Maria Lúcia vivia uma vida bem tranquila com suas amigas. Até que um dia uma menina chegou ao bairro e apresentou a elas o grande jogo de xadrez. E Maria Lúcia apesar de tentar não ganhava nenhuma partida. Ela ficou chateada com isso, até que um dia ela aprendeu o grande segredo dos bons jogadores.

Mais informações:

letras Noites com

Pesquisadores da Universidade de Oxford avaliaram o desempenho de alunos que pararam de estudar matemática e constataram que o cérebro deles parou de produzir o ácido gama-aminobutírico (também conhecido pela sigla inglesa GABA). A substância é essencial para a plasticidade e está fortemente envolvida em diversas funções cognitivas importantes, como memória, aprendizado e resolução de problemas.

A plasticidade é a capacidade que o cérebro possui de produzir novos neurônios e ligações sinápticas (ligações entre os neurônios)

Os pesquisadores do Departamento de Psicologia Experimental da universidade avaliaram 133 estudantes ingleses entre 14 e 18 anos. O estudo só foi possível porque na Inglaterra, diferentemente de outros países, os alunos podem optar por parar de estudar matemática ao completar os 16 anos.

De acordo com a pesquisa, adolescentes que pararam de estudar matemática apresentaram maior desvantagem em relação ao desenvolvimento cerebral e cognitivo.

“As habilidades matemáticas estão associadas a uma série de benefícios, incluindo emprego, status socioeconômico e saúde mental e física (…) e nosso estudo fornece um novo nível de compreensão do impacto da educação no cérebro em desenvolvimento e do efeito mútuo entre biologia e educação”, disse Roi Cohen Kadosh, professor de Neurociência Cognitiva da Universidade de Oxford, que liderou a pesquisa.

O estudo foi publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences.

Em 2007, as pesquisadoras Maria Chiara Passolunghi, da Universidade de Trieste (Itália), e Bárbara Vecelloni apresentaram o resultado de um estudo com 170 crianças mostrando a relação entre a matemática, memória de trabalho e capacidade de contagem.

De acordo com estas pesquisadoras, o desempenho em matemática está fortemente relacionado ao desenvolvimento da memória de trabalho e da capacidade da criança em fazer a contagem de itens.

Dois dos nossos livros abordam estes assuntos para as crianças. São eles A Supermemória de uma Campeã – que aborda como melhorar a memória – e Distraído Thiago, que fala da higiene do sono – algo fundamental para o processo de consolidação de memórias.   

Leia também

Seu filho não está viciado no celular. Está sendo treinado por ele.

Seu filho não está apenas vendo vídeos inocentes de animais, ele está sendo treinado para desistir Durante anos fizemos a pergunta errada: quanto tempo uma criança pode ficar diante de uma tela? A melhor pergunta é: o que está consumindo enquanto está diante da tela?É uma pergunta pobre.Uma criança pode passar duas horas usando um…

Continue lendo

Como a memória procedural atua para desenvolver habilidades

Sabe aquela habilidade que algumas pessoas possuem que, de tão boas, até levam a crer tratar-se de um dom. Bem, na verdade, ela é resultado da memória procedural, um dos vários tipos de memórias que os seres humanos possuem.

A memória procedural está associada à resposta motora, ao modo como o indivíduo vai agir ou reagir a um desafio que exige certos movimentos coordenados, como é o caso ao andar de bicicleta, tocar violino, jogar futebol.

Quando diante de tal situação, o cérebro aciona as regiões que recuperam o movimento a ser realizado em cada uma das pedaladas, em cada repetição de movimento ou a cada leitura de uma partitura.

No início, este procedimento é consciente e mal executado. Mas, à medida que vai sendo repetido, ele se torna inconsciente e a habilidade aumenta significativamente. Este é um processo gerenciado pela memória procedural. Para recuperar a habilidade, ela busca as informações sobre o movimento e conecta-as com os impulsos do córtex motor, que coordena as ações humanas.

Veja como podemos melhorar o processo, ou seja, melhorar a habilidade da criança ao executar determinado esporte ou atividade física, como natação, voleibol, basquete, futebol. Uma estratégia que se mostra eficiente é estimular os neurônios-espelho (que são neurônios especializados em copiar movimentos) e fazer com que as crianças possam ter um referencial de qualidade ao executar o movimento exigido.

Nós ensinamos como as crianças podem fazer isso em dois livros: De Perna de Pau a Perna de Craque, que mostra como a própria criança pode contribuir para aprimorar as suas habilidades, e O Nadador Veloz, que também explica o processo e aborda como resgatar ativamente este conhecimento.

Leia também:

O que é memória procedural?

A memória procedural é um tipo de memória que está relacionada ao aprendizado e armazenamento de habilidades motoras e procedimentos. É uma forma de memória não declarativa, ou seja, não é conscientemente acessada e expressa verbalmente. Em vez disso, a memória procedural está envolvida em atividades automatizadas e habilidades adquiridas através da prática e repetição.

Essa forma de memória está presente em diversas atividades do nosso cotidiano, como andar de bicicleta, tocar um instrumento musical, dirigir um carro ou digitar no teclado. Uma vez que uma habilidade é aprendida e consolidada na memória procedural, ela pode ser executada de forma quase automática, sem a necessidade de pensar conscientemente nos passos específicos envolvidos.

A memória procedural é armazenada principalmente em áreas cerebrais relacionadas aos movimentos e coordenação motora, como o cerebelo e os gânglios da base. Essas estruturas ajudam a automatizar os padrões motores e a executar as sequências de ações de forma eficiente.

É importante destacar que a memória procedural é diferenciada de outras formas de memória, como a memória episódica (memória de eventos pessoais) e a memória semântica (memória de fatos e conceitos). Cada tipo de memória desempenha um papel importante em nossas experiências e habilidades cognitivas.

O que são neurônios-espelho

Os neurônios-espelho são um tipo especial de neurônio que desempenham um papel fundamental na compreensão e imitação de ações observadas em outras pessoas. Esses neurônios foram descobertos inicialmente em macacos, especificamente no córtex premotor, uma região do cérebro envolvida no planejamento e na execução de movimentos.

A característica distintiva dos neurônios-espelho é que eles são ativados tanto quando um indivíduo realiza uma determinada ação quanto quando ele observa outra pessoa realizando a mesma ação. Esses neurônios funcionam como um mecanismo de espelhamento, refletindo as ações observadas em termos de representação neural.

A existência dos neurônios-espelho sugere que nosso cérebro possui um sistema especializado para entender e imitar as ações dos outros. Essa capacidade de “espelhar” as ações observadas é considerada crucial para processos como empatia, compreensão de intenções e aprendizado social.

Além de desempenhar um papel na imitação de movimentos, os neurônios-espelho também foram implicados em outros processos cognitivos, como a compreensão de expressões faciais e a decodificação de emoções. Eles são considerados elementos fundamentais na formação de circuitos neuronais relacionados à cognição social.

Embora a pesquisa sobre neurônios-espelho ainda esteja em andamento, o conhecimento atual sugere que esses neurônios desempenham um papel crucial na nossa capacidade de interação social e na compreensão dos outros.

Outros Estudos

Nossos Livros

Cada livro aborda um tema importante para a criança, como dedicação, resiliência, alimentação, força de vontade…

Maria Lúcia era uma menina muito inteligente e sempre vencia as disputas com as amigas, até a chegada de Helena – uma exímia jogadora de xadrez, um jogo que ninguém da turma sabia jogar. 
Como Maria Lúcia vai conseguir manter a reputação?

Tiago estava todo atrapalhado e trocava as coisas que tinha de fazer. Era a escova de dente no lugar do pente, a geladeira em vez do chuveiro. Enorme confusão. Mas o que estava acontecendo com o jovem Tiago? Era preciso descobrir! E foi o que aconteceu quando um acidente aconteceu na vida dele.

Sofia estava irritada porque não conseguia fazer com que as amigas brincassem com ela. Ela pedia, chorava, reclamava e só se irritava. Então, ela vive uma experiência emocionante e mágica que a fará compreender como convencer as suas amigas sobre algo que ela considera importante e bom para todos. 

Marcelo quer ser um campeão em seu esporte preferido, mas fica nervoso, perde a confiança e não consegue vencer as provas de natação. O que ele pode fazer para melhorar o nervosismo? Ele até pensa em desistir, mas descobre como melhorar seu desempenho na água.

 

Três histórias reunidas que abordam diversos temas importantes para o desenvolvimento intelectual das crianças.

 

Fabiana Desapareceu:

Ela era uma linda garotinha que só pensava em brincar, até que algo deu errado e ela desapareceu. Foi um grande mistério em toda a cidade e só uma pessoa seria capaz de desvendar. Descubra os valores dessa história.

O Segredo de Paulo:

Paulo tinha um sonho, mas não conseguia realizá-lo. Até que um dia, ele encontrou com Fabiana, que lhe contou um grande segredo. A vida de Paulo mudou depois disso.

Mariana Queria Voar Um dia, quando passeava com seu avô, a pequena Mariana viu no céu algo que a encantou. Ela decidiu que iria ter um daqueles, mas ninguém acreditava nela, exceto um verdadeiro amigo. Emocione-se com esta história de amizade e perseverança.

Gabriel queria ser um bom jogador de futebol, mas não tinha a menor habilidade. Por que ele não conseguia ser bom no esporte? O que ele não estava sabendo fazer? Leia esta história e ensine as crianças os segredos para melhorar a habilidade em qualquer esporte que elas já praticam.

O que dizem nossos leitores

As histórias dos Livros da série Noites com letras são “interligadas”. Isso prendeu a atenção do meu filho deixando-o tão empolgado que não queria dormir pra ler mais historinhas. Gostamos demais!

Classificado como 5 de 5

“Meu filho adorou! E eu também!”

Classificado como 4.2 de 5

Uma leitura dinâmica que trabalha sutilmente a verdade com a paz, usando o argumento como benefício ao todo . Desperta para a compreensão e a empatia.

Classificado como 5 de 5

letras Noites com

Ao estimular uma criança a conhecer os fonemas de forma divertida, também se estimula o desenvolvimento da habilidade de leitura, que, por sua vez, exerce forte papel na consolidação do autoconhecimento e autoestima.

A habilidade de leitura de uma criança em Língua Portuguesa requer a ativação das regiões posteriores do cérebro, que atuam na identificação das formas das letras e na decodificação fonológica dos sons.

Quando uma criança é estimulada a reconhecer os fonemas de forma leve e divertida, ela passa a desenvolver as bases cognitivas que serão utilizadas para a obtenção da linguagem falada e, depois, no letramento e habilidade de leitura.

Brincar com os sons dos fonemas é tipo de estímulo amplia a consciência fonológica ao mesmo tempo em que estimula o desenvolvimento das redes neurais que a levarão a reconhecer mais rapidamente as sílabas.

Esse processo é fundamental para o desenvolvimento da linguagem falada e cria os fundamentos para o aprendizado da leitura (Radka Wildová e Jana Kropáčková, 2015).

Além disso, segundo Wildová, quando a criança ingressa no aprendizado da linguagem falada, a motivação para descobrir a si mesma e a personalidade da criança também são, paralelamente, desenvolvidas. Ou seja, ao se divertir com a exposição a fonemas, estará a criança também criando as bases para o desenvolvimento pessoal.

É o que também afirma outro estudo, desta vez desenvolvido a partir da análise do comportamenro de crianças brasileiras.

Compreender e ler com desenvoltura podem promover a autopercepção da criança, o que a concederá níveis mais elevados de confiança no próprio desempenho e superação de desafios (BELUCE, Andrea Carvalho et al, 2018).

Então, sim, vale muito a pena estimular a criança a reconhecer fonemas e grafias como forma de preparar o caminho para a linguagem falada e habilidade em leitura, mas sempre de um modo divertido e estimulante.

Referências:

Radka Wildová, Jana Kropáčková, Early Childhood Pre-reading Literacy Development,

Procedia – Social and Behavioral Sciences, Volume 191, 2015 avaliable from <https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1877042815026786> access on  10  Nov  2020. BELUCE, Andrea Carvalho et al . Reading Comprehension and Self-Perceived School Performance in Elementary School. Psico-USF,  Campinas ,  v. 23, n. 4, p. 597-607,  Dec.  2018 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-82712018000400002&lng=en&nrm=iso>. access on  10  Nov  2020. 

Nós temos duas publicações que abordam o desenvolvimento de habilidades, veja:

capa De Perna de Pau a Perna de Craque

De Perna de Pau a Perna de Craque

Temas abordados:

Como Aprimorar Habilidades;
Como Estimular a Memória Procedural;
Novas Formas de Enfrentar Desafios;
Amizade;
Superar limites
.

capa do livro O Nadador Veloz

O Nadador Veloz

Temas abordados:

Como Aprimorar Habilidade;

Como Estimular a Memória Procedural;
Controle Emocional;

Amizade;
Alimentação;
Disciplina.

Leia também

Seu filho não está viciado no celular. Está sendo treinado por ele.

Seu filho não está apenas vendo vídeos inocentes de animais, ele está sendo treinado para desistir Durante anos fizemos a pergunta errada: quanto tempo uma criança pode ficar diante de uma tela? A melhor pergunta é: o que está consumindo enquanto está diante da tela?É uma pergunta pobre.Uma criança pode passar duas horas usando um…

Continue lendo