A matemática, entre as disciplinas escolares, é um dos desafios mais exigentes, porque, abstrata em sua maioria, exige que as pessoas empreguem apenas a memória de trabalho.
Apenas para que você tenha uma ideia, a memória de trabalho, por vezes, retém informações por apenas alguns segundos. E, às vezes, este tempo não suficiente para que o processo matemático seja concluído.
A equação proposta neste vídeo, por exemplo, para ser resolvida requer um esforço enorme. O indivíduo precisa memorizar o resultado de 2 x 8, depois 2 x 3. Depois disso, em uma linha subsequente, precisa deslocar uma casa decimal e executar as operações 1 x 8, depois 1 x 3. Em seguida, ele deve somar os resultados. A esta altura a mente já não mais recorda da primeira multiplicação. (veja publicação no instagram.)
Para resolver este desafio, há a possibilidade de reduzir a complexidade da equação para permitir que a memória de trabalho armazene as informações. E assim, fazermos 38×10 e somarmos ao resultado de 38 x 2.
Mais fácil. E o que é melhor: este tipo de raciocínio passa a ser utilizado pelo indivíduo em tarefas mais complexas. Afinal, ele aprendeu que simplificar e resolver as partes mais fáceis é uma estratégia que funciona melhor.
É o tipo de conhecimento matemático que vale para diversas situações da vida, desde que isto seja explicado à criança.
Infelizmente, as escolas brasileiras não oferecem este tipo de compreensão na fase inicial do aprendizado, quando os alunos começam a estruturar a linha mestra de raciocínio lógico.
Em um dos nossos livros — A Supermemória de uma Campeã — nós explicamos parte deste processo de simplificar desafios, resolver as partes mais fáceis e depois agregá-las a soluções mais complexas.
Quer estimular as crianças a desenvolver este tipo de raciocínio? Leia o livro para ela e explique como soluções complexas podem ser resolvidas por partes mais simples, com a decomposição. Garanto que será uma bela maneira de a criança compreender como a matemática é fundamental para vida.
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